A manhã trazia um sol tímido que se limitava a espreitar pela bruma, deixando adivinhar
que a próxima estação tinha despontado.
Quando saíra do quarto para fazer café, ela dormia, o seu corpo seminu sobre os lençóis.
Era uma visão que retinha enquanto enchia a chaleira...
Cabelos compridos em desalinho sobre a almofada, cobrindo parcialmente a cara.
Olhos serrados por uma cortina de pestanas, sob as sobrancelhas cuidadas.
Nariz enterrado na almofada, lábios carnudos esboçando um beijo silencioso.
O cheiro a café, que tinha chegado ao quarto com aquele magnifico aroma quente,
"Bom dia minha estrela… dormiste bem?"
"Sim, muito bem… e tu?" - perguntou com um sorriso quase infantil e igualmente
"Maravilhosamente bem, queres?" – mostrou-lhe a chávena que fumegava nas suas mãos.
Ela caminhou até ele em bicos de pés, o que fazia subir a camisola, ligeiramente, deixando
Era já visível o início daquele que seria um manto de flores selvagens e por toda a parte
pequenos ramos de arvoredo sarapintavam-se de varicela primaveril.
Mais um mês e todo aquele quadro estaria perfeito.
Para o casal de esquilos, que dali avistava, saltitando e roendo, já tudo era perfeito.
A pequena casa de campo encontrava-se isolada de tudo e todos.
Para o casal de esquilos, que dali avistava, saltitando e roendo, já tudo era perfeito.
A pequena casa de campo encontrava-se isolada de tudo e todos.
Do relvado frente à sala, que abria sobre a mata de carvalhos, podia sentir o cheiro
molhado do orvalho que fugia.
Da sala chegava-lhe, ainda, o aroma acolhedor da lareira, que acabara por se apagar
Da sala chegava-lhe, ainda, o aroma acolhedor da lareira, que acabara por se apagar
durante a noite.
É necessário reacendê-la, pensou.
É necessário reacendê-la, pensou.
Quando saíra do quarto para fazer café, ela dormia, o seu corpo seminu sobre os lençóis.
Era uma visão que retinha enquanto enchia a chaleira...
Cabelos compridos em desalinho sobre a almofada, cobrindo parcialmente a cara.
Olhos serrados por uma cortina de pestanas, sob as sobrancelhas cuidadas.
Nariz enterrado na almofada, lábios carnudos esboçando um beijo silencioso.
Pescoço esguio, alargando ligeiramente em baixo para os ombros torneados onde se
abrigara de noite.
Seios tenros, movimentando-se ao ritmo da respiração lenta, que não traíam a agitação
Seios tenros, movimentando-se ao ritmo da respiração lenta, que não traíam a agitação
por que tinham passado, os mamilos cor de pêssego, que ao seu toque na véspera
pareciam ganhar vida própria, repousavam agora diluídos na carne.
Uma ponta pudica do lençol permanecia entre as pernas, cobrindo-lhe o umbigo
pareciam ganhar vida própria, repousavam agora diluídos na carne.
Uma ponta pudica do lençol permanecia entre as pernas, cobrindo-lhe o umbigo
bem talhado, deixando ver as ancas arredondadas, expondo nádegas e coxas torneadas,
as mesmas que o tinham abraçado.
O mesmo lençol escondia da vista o lugar mais intimo dela, onde tanto de si se tinha
perdido e encontado durante a noite, ou, como ela gostava de dizer, onde ele a completava.
Sim, dormia ainda, e ele não quisera acordá-la ao levantar-se para ir fazer o café.
Acabava de encher uma caneca fumegante quando ela apareceu, envergando apenas
Acabava de encher uma caneca fumegante quando ela apareceu, envergando apenas
sobre o corpo nu uma camisola velha de algodão grosso, quase desfeita no cós de tanto
uso, que lhe pertencia e que ele guardava numa gaveta destinadas a roupa que trazia por ali.
Ficava-lhe bem...
Atrás tapava-lhe o rabo que, empinado, parecia querer mostrar-se.
À frente, ligeiramente subida pelos seios que nunca antes albergara, ameaçava a qualquer
Atrás tapava-lhe o rabo que, empinado, parecia querer mostrar-se.
À frente, ligeiramente subida pelos seios que nunca antes albergara, ameaçava a qualquer
momento destapar o que, até há pouco, o lençol teimara em cobrir...
O cheiro a café, que tinha chegado ao quarto com aquele magnifico aroma quente,
acordou-a.
Sorrateiramente, vestiu a primeira camisola que encontrou e dirigiu-se à cozinha com
o sorriso com que havia adormecido na noite anterior e com o cheiro dele cravado
no corpo e sobretudo na alma.
Encostou-se na ombreira da porta e deteve-se a ver aquele homem, cabelos cuidados,
Encostou-se na ombreira da porta e deteve-se a ver aquele homem, cabelos cuidados,
tremendamente sedutor.
Definitivamente, a vida tinha sido generosa para com ele.
Definitivamente, a vida tinha sido generosa para com ele.
E curiosmante, ainda conservava um certo ar de reguila, de rapaz sonhador.
Vê-lo ali de tronco nu, boxer negro, pele cheirosa, a preparar um café para eles,
era algo.... tremendamente belo...excitante ate!
O movimento com que o fazia, a maneira como se mexia, deixava perceber uma forma
corporal dominada.
Por dentro daquele corpo...tinha de haver um homem bom, generoso, culto, elegante,
deu consigo a pensar, enquanto o apreciava e percebia o quão feliz era, por tê-lo para si,
Por dentro daquele corpo...tinha de haver um homem bom, generoso, culto, elegante,
deu consigo a pensar, enquanto o apreciava e percebia o quão feliz era, por tê-lo para si,
naquele momento.
"Bom dia, amor!"
"Bom dia minha estrela… dormiste bem?"
"Sim, muito bem… e tu?" - perguntou com um sorriso quase infantil e igualmente
sensual, enquanto roçava uma perna ao de leve na outra e bocejava longamente.
"Maravilhosamente bem, queres?" – mostrou-lhe a chávena que fumegava nas suas mãos.
Sorriram um para o outro, ela inebriada pelo cheiro do café que vinha da chávena que ele
segurava, ele fascinado pela beleza que aquela imagem carregava - uma velha camisola
de algodão sua, a cobrir o corpo daquela mulher-menina.
Ela caminhou até ele em bicos de pés, o que fazia subir a camisola, ligeiramente, deixando
antever as ancas.
Naquele momento sabia que ele quereria, secretamente, que a camisola encolhesse!
O chão frio lembrou-lhe as meias que ele lhe tinha dado pelo natal.
Sentiu os mamilos contrairem-se.
Naquele momento sabia que ele quereria, secretamente, que a camisola encolhesse!
O chão frio lembrou-lhe as meias que ele lhe tinha dado pelo natal.
Sentiu os mamilos contrairem-se.
Pegou na chávena e pousou-a em cima da mesa rústica, testemunha do jantar inacabado.
Olhou para ele, ajeitou uma madeixa de cabelo e beijou-o meigamente nos lábios.
Com isto, afastou-se, caminhando lentamente, sinuosmante, até à janela do quarto.
Abriu os cortinados.
"A manhã está linda!...apesar de fria..."
"Eu sei...Vá, vem beber o teu café..."
"Agora não, fiquei com frio..."
Soltou uma gargalhada marota
"Depois amor..."
"Olha que vai arrefecer..."
Olhou para ele, ajeitou uma madeixa de cabelo e beijou-o meigamente nos lábios.
Com isto, afastou-se, caminhando lentamente, sinuosmante, até à janela do quarto.
Abriu os cortinados.
"A manhã está linda!...apesar de fria..."
"Eu sei...Vá, vem beber o teu café..."
"Agora não, fiquei com frio..."
Soltou uma gargalhada marota
"Depois amor..."
"Olha que vai arrefecer..."
"Depois…Bebemos depois...Okkkk?"
Fez questão de terminar o seu café.
Ouvia-a a enroscar-se nos lençois.
Olhou-a.
Fez questão de terminar o seu café.
Ouvia-a a enroscar-se nos lençois.
Olhou-a.
Olhos cor de mel semicerrados e lábios propositadamente mordiscados,
são sempre cúmplices perfeitos.
Pousou a chávena.
" Sabes, és mesmo uma tretas!"
Pousou a chávena.
" Sabes, és mesmo uma tretas!"

Muy atrevido y sensual tu relato!
ResponderEliminarA medida que lo leía me imaginaba cada escena.
Me ha gustado mucho!
Un abrazo!
Olá Luna.
EliminarÉs muito simpática.
Abraço
Que leitura linda e envolvente.
ResponderEliminarA delicadeza com que descreve a manhã, a natureza e a cumplicidade desse casal faz com que a gente quase sinta o cheiro do café e o calor da lareira.
Gostei especialmente da forma como o amor aparece nos pequenos gestos, nos olhares, nas brincadeiras e no cuidado silencioso entre os dois.
É um texto que transmite aconchego, ternura e a beleza da intimidade vivida com carinho, mostrando que a felicidade, muitas vezes, mora exatamente nesses instantes simples que ficam para sempre guardados na memória.
ABRAÇOS
De facto, momentos assim perduram em nós para sempre.
EliminarGrato, como sempre, pela tua visita e comentário carinhoso.
Abraço!
Olá Fox.
ResponderEliminarÉ um texto que se destaca pela riqueza das descrições e pela atmosfera intimista que consegue criar. A linguagem sensorial faz com que o leitor quase sinta o cheiro do café, o calor da lareira e a serenidade da manhã, reforçando a cumplicidade entre os personagens. Embora, em alguns momentos, o excesso de descrição torne o ritmo mais lento, essa opção contribui para valorizar as emoções e os pequenos gestos do quotidiano. No conjunto, é um excerto envolvente, que transmite ternura e romantismo, privilegiando as sensações e os sentimentos em vez da ação.
Boa semana e gratidão pela visita.
Abraço!
Viva Lucia!
EliminarAgradeço o teu comentário tão bem estruturado e criterioso.
Até à próxima...
Ola querido Fox, que lindo, uma leitura muito bonita e envolvente. Gostei da atmosfera tranquila da cabana, do aroma do cafe e da chegada da primavera. Obrigada por compartilhar. Um grande abraco!🫂🤗😘
ResponderEliminarBom dia!
EliminarQue bom ver te por aqui.
Acho que apanhaste bem a atmosfera do lugar descrito.
Obrigado!
Uma manhã perfeita... sedutora...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Bem-vinda Marta!
EliminarObrigado.
Votos de um bom dia para ti!
Olha... sabes um segredo?... estava a precisar ler isto. Sei lá eu porquê fiquei a ler e reler... soube bem. Fiquei feliz que a camisola de lã lhe serviu...
ResponderEliminarkiss
Bem...agora já não é segredo...
EliminarÉ bom saber que o meu conto, de alguma forma, alegrou o teu dia.
Mania que as mulheres têm, de vestir as camisolas dos homens, não é?
Abraço
🌸Buen final de semana, Fox
ResponderEliminar🌹🤗💕🌷🤗💕
Obrigado,
EliminarBom fim de semana!
sempre com belo textos.
ResponderEliminarbeijos
Grato pela visita!
EliminarOlá, caro Fox.
ResponderEliminarUm belíssimo conto aqui nos presenteia. É sempre interessante estas coisas acontecerem numa atmosfera contagiante. Gostei bastante.
Abraço e bom fim de semana.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Caro Mário,
EliminarÉ muito gentil.
Votos de um bom fim de semana!
Maravilhoso... és mesmo um sonhador :)) eu também :))
ResponderEliminarbeijo e abraço, Andreja!
:)) :)) Ok...Talvez um pouco...
EliminarFica bem,
Abraço Andreja
Aroma de cuerpo que no ha dormido solo y café... perfecta combinación.
ResponderEliminarbss
Verdade...há coisas que foram ambientes perfeitos...
EliminarCumprimentos!
Es una li8nda historia llena de complicidad. Ya volvi. Te mando un beso y gracias por tu cariño.
ResponderEliminarOlá J.P.
EliminarNão tens de agadecer, tu também és muito generosa.
Abraço
Gracias Fox, pelas palavras que me deixaste.
ResponderEliminarLer-te é imaginar a personagem que descreves e sentir todas as sensações...
Um abraço
Bom dia!
EliminarTambém te agradeço pela tua gentileza.
A nossa imaginação não tem limites e com certas palavras, tudo fica mais nitido.
Abraço.
Uma prosa poética plena de erotismo.
ResponderEliminarHá encontros que são verdadeiros poemas vividos.
Gostei desta celebração da amizade, da partilha e da alegria de estar com o outro..
Boa semana.
:)
Olá Pity!
EliminarÉ sempre bom quando quem lê apanha a essência do que se escreve.
Boa semana!
Hey there,
ResponderEliminarHave a good evening,
Sorry, I don't know why it's hard to leave a comment lol
Best regards.
HI !
EliminarYeah well ( lol )
Thanks for stopping by.
See ya...
Descripciones y sensualidad conjugados
ResponderEliminarBuena jornada 💐
Viva!
EliminarObrigado.
Tudo do bom para ti!
Ola Fox,
ResponderEliminarUm cafe da manha cheio de emoçoes e .assim deve ser a vida. Parabens pelo conto,,
bjs..
Olá!
EliminarPois...mas isso é porque também és uma romântica...
Abraço!
Fox,
ResponderEliminarhá textos que não precisam de pressa, porque foram escritos para serem sentidos devagar. O seu tem cheiro de café, manhã fria, lenha apagada e aquela intimidade bonita que só existe quando duas pessoas já aprenderam a morar uma na presença da outra.
Mais do que a sensualidade que atravessa cada cena, encontrei cumplicidade, desejo, ternura e esse encantamento raro de ainda olhar para quem amamos como se fosse a primeira vez. Há uma poesia muito particular no cotidiano quando o amor está presente: uma camisola velha, uma chávena de café, um olhar demorado… e de repente tudo ganha outra dimensão.
Gostei dessa atmosfera de aconchego, em que o corpo é apenas uma parte da intimidade, porque o verdadeiro encontro parece acontecer mesmo é na alma.
Um texto para ler com calma, como quem segura uma xícara quente entre as mãos e deixa a manhã acontecer.
E é o que estou fazendo agora.
Abraço
Fernanda
Olá Fernanda
EliminarTenho mesmo de agradeço o teu comentário, feito não só com perspicácia sentida mas também com uma gentileza que transborda até aqui.
Abraço!
je viens sur ton joli blog te souhaiter un bon week-end ☼
ResponderEliminargros bisous
Obrigado
EliminarIgualmente para ti!
Fox, querido amigo atrevido, sensual y lleno de ternura tu relato.
ResponderEliminarLeerte es maravilloso.
Que pases un hermoso y feliz fin de semana.
Besitos y te dejo todo mi cariño
Olá,
EliminarDevolvo um abraço com gratidão pela tua visita!