terça-feira

Naufragado em Milfontes



"Atão óm...quese passa?" Naa se sente ben?

Será que era assim que devia escrever, para reproduzir com autenticidade, a pergunta que escutou no Domingo depois de almoço, quando se encontrava sentado num balde abandonado, naquela praia de Milfontes?

Tinha acabado por parar nessa vila no caminho de volta, pouco antes do meio dia.
O dia tinha nascido tapado por nuvens cinzentas espessas mas àquela hora ainda não chovia.
Dizer que escolhera aquela povoação para almoçar por mero acaso seria deturpar a verdade, porque, mal passou a sinalética rodoviária, brotou uma vontade secreta de fazer a pé as ruas que numa tarde fria, rapidamente a transformar-se em noite, tinha percorrido, de mãos dadas, com ela.
Tinham passado a noite juntos, como casal.
Uma raridade durante o tempo que estiveram juntos.
Algo, do qual, ele se arrependia sobejamente.

A posta de salmão grelhada e o Muralhas gelado acabaram por dar o toque final, evocando um enquadramento onde, só faltava a presença dela...
Tomou o café habitual e resolver ir até à praia que, vira na tv,  albergava uma tesouro.
Pelo menos é assim que em criança olhamos para os navios naufragados.

Foi, com um andar descontraído, que caminhou pelo trilho arenoso até à encosta, descendo seguidamente até ao areal onde jazia a carcaça do navio de porte mediano.
Aí, encontrado um balde de cor preta desmaiada com pega de aço enferrujada e partida, sentou-se.
De queixo apoiado nas mãos cruzadas, cotovelos nos joelhos, contemplava a estrutura de madeira idealizada pelo homem que agora era esculpida pelas forças da natureza, quando aquela pergunta o chamou de volta ao mundo real.

Rodou a cabeça para trás e levantou o olhar dando de caras com um sujeito idoso, meio debruçado sobre ele.
Vestia uma camisa de flanela gasta, aos quadrados pretos e vermelhos, calças de ganga tingidas de muito, galochas acinzentadas e um boné branco e azul ratado, mas onde ainda se conseguia distinguir o brasão de uma colectividade desportiva local.
A barba grisalha de aspecto áspera fazia o seu melhor para esconder alguns dos intervalos que espreitavam entre os lábios ressequidos.

Levantou-se para cumprimentar o idoso.
"Está tudo bem obrigado..."- mas, deu conta que tinha de limpar as faces.
Não se tinha apercebido de uma ou outra lágrima mais atrevida...

"Bora lá daí óm! Venha con a gente que botamos abaixo um drago!"

Noutras circunstâncias teria recusado, amavelmente, mas sem saber porquê seguiu o velhote pelo areal acima ouvindo-o falar do clima incerto e de como "deram conta de tudo, estes lanzudos e aldrabões!".

Sentaram-se em cadeiras que existem apenas na cozinha da casa da avó, assentes folhados a imitar madeira, que magoa o rabo passado um tempo, sendo a estrutura e pernas em ferro fundido.
Sem qualquer pedido efectuado, uma senhora com avental típico de quem tem todo tipo de lida, colocava uma garrafa e dois copos para bagaceira na mesa, cujo tampo se assemelhava ao das cadeiras.
Brindaram "à saúde" e num gesto rápido engoliu, ou melhor, atirou com a aguardente pela goela abaixo.

"Atão conte lá...problemas de finanças ou patroa?"

"Bem..nem uma coisa nem a outra...eu..."

"...oh migo qual é a sua graça?"- interrompeu o velhote

 "*****...e o seu?"

"Manel...Manel Francisco da Silva!...há 84 anos!" - e uma sorriso amarelo invadiu a mesa levando-o igualmente a rir.

"Desembucha óm!"

"Pronto...olhe...coisa do coração. Digamos que perdi quem amei durante muitos anos...quem ainda amo...mas sei que não há esperança de a ter de volta..."

"Logo vi...Bem me apareceu! Essa cara fechada...só podia ser mal de amores..."

O sol já não lhes fazia companhia e o vento vindo do mar obrigava a subir o fecho do casaco de malha que trazia. Casaco malhado, que ela lhe dera, e que hoje em dia assentava melhor.

A conversa fluiu animada, com o seu companheiro de ocasião bebendo ao ritmo de quem está confortável com o teor das bebidas próprias para homens de barba rija.
Trocaram experiências de vida e o pescador de pele enrugada, apesar de sua evidente falta de instrução académica, ausentava uma sabedoria de vida que o surpreendeu.
Contou-lhe de uma rapariga de Serpa, de onde era natural, com tem tinha namorado longamente, às escondidas.
Dizia ele, que ainda hoje sentia uma mágoa quando lembrava como ela, depois de terem combinado fugirem juntos para Lisboa, acabou por terminar o namoro para depois casar com o filho de um agricultor abastado da aldeia.
É, notara nele...essa expressão de tristeza...quando falou.

"Olhe migo, digo-lhe isto. Não se mate por dentro. Não perca o juízo.
Não lhe vai valer de nada.
Nenhum óm consegue segurar uma mulher, não querendo ela! Elas são assim!
Só à porrada! Mas se somos bons, como tem de ser, elas fazem o que lhes vem aos cornos!
É assim óm!
Não é da gora!
Elas hoje em tão, fazem o que bem querem!"

"Se calhar tem razão, mas...o problema é conseguir esquecer...não é?"

"Certo! É fodido! Você compadre, você está fodido!...
Mas olhe...faça como eu...
Procure lembrar só as coisas boas...os tempos que se fizeram felizes...
É o melhor que se consegue...para acalmar o nosso espírito.

E riram-se, os dois, a gargalhada, sem amarras nos olhares, porque, apesar das diferenças colocais que os separavam, ambos sabiam do que se falava ali, naquele sítio, naquela tarde.

Despediram-se com um abraço fraterno, ficando um encontro para falar mais um pouco, noutro dia.

Era hora de fazer-se à estrada.
Inseriu o cd que ela lhe oferecera, o de cor azul, o que tinha as canções que ela sabia conterem a aura dela e que ele, ao ouvi-las, para sempre...a recordaria.
A música começou e ele arrancou, a cantar, de regresso, ao quotidiano.

Esta música - pensou, quando ela a escutar, vai sempre recordar-se.
Mas, de olhos postos na estrada sabia que a vida segue o seu percurso, sem contemplações,
que o passado não faz o futuro, apenas torna-o mais belo.










quarta-feira

Quem sou eu para impedir-te no teu caminho?



Hoje, és como um balão de ar quente a esvoaçar pelos céus.
Já não consigo, de jeito nenhum, alcançar-te!

Sabes, toda a gente percorre caminhos minados,
mas quem planta as minas, por vezes esquece o acto,
e acaba por, um dia,
detoná-las...

É um absurdo dizer isto,
isto que vou dizer,
isto que não é novidade, para ti,
mas é o que sinto.
Permanece em mim, por ti,
uma atracção gigantesca, confesso!
E sabes,
sei que me entendes – tu, percebes o meu verdadeiro eu.
Eu,
sei que precisaste de um lado assim, tão absoluto.
e,
há momentos,
de dias,
de noites,
que sobem-me os calores, mas apenas pela imaginação,
porque na realidade,
não passam apenas de ideias largadas em pleno vazio,
de ti.

Que inverno escuro, mora em ti! - dirás. Dei-te tudo!
Não dês importância e sorri.
Eu sei o que me deste.
e,
sei o que levaste de mim.

Por isso,
se na tua nova vida,
tão sem mim,
alguma vez te sentires incapaz,
acredita, quando te digo,
tu és capaz de algo tão grandioso,
que nem tu,
te apercebes disso!

Sim, julgo,
que desperdiçaste a "nossa" oportunidade,
aquela que fabricámos os dois,
a tão aguardada,
algo que teria feito,
o teu ego brilhar,
e vencer tudo,
e justificar tudo,
e enaltecer tudo...

Mas sabes,
sei que, apesar das diferenças,
e das tuas escolhas, tão certeiras,
alguma coisa ainda mexe contigo.
Resolves escondê-la,
sinceramente, acho que a deves esconder.

Porque, em noites de incertezas,
à beira de uma solidão conhecida,
ou,
aquando de um momento de desamparo,
poderás lembrar-te de mim,
de como corria,
de como não descansava,
de como me preocupava,
de como dava o que não tinha para dar,
e, como é habito de quem ama,
de como eu te amava,
e nesse instante,
imagens poderão invadir esse coração,
que conheci,
que abri,
que me prendeu,
e tu,
sem querer,
até a lutar contra,
poderás,
imaginar-me a deslizar as minhas mãos pelo teu corpo,
que foi meu,
que conheço,
que adoro,
fazendo-te o que fazia,
preenchendo-te como preenchia,
e tu,
ficando louca,
capaz de tudo!

E aí,
ao teu lado,
poderás dar-te conta,
de existir um concreto abismo, frio,
e a pergunta,
virá,
e as lágrimas, teimosas, falarão,
porque,
é tão difícil silenciar o grito, que rebenta de dentro,
quando explode tudo em nós!

Não mora arrependimento em mim,
isso seria destrutivo e cruel,
não tem propósito na mais bela história,
de um amor proibido e desmedido.
O teu canto, será, para sempre,
só teu.

Mas,
quem sou eu, para impedir-te,
no teu caminho?

Olho a tua foto de seios ao léu.
Meu Deus, como és bela!
Há outras tão belas - sim...
Mas, de ti,
emana uma luz que,
dizias tu,
só eu via...
Mentias? - não.
Apenas,
deixou de ser...importante.

O "delete" olha-me.
Ri-se de mim!

Eu, tenho de sorrir.
Sabe, que ainda me dás tesão!
Mas também sabe,
que este gesto é necessário,
porque tem de ser,
porque não me deixas alternativa,
porque preciso do que outra quer dar,
porque quero ser desejado,
porque quero sentir,
porque quero ser amado,
porque quero viver,
mas, sobretudo,
porque tu,
não me queres.

Ela,
Sim.

terça-feira

Convite Inesperado



Estava a escrever uma mensagem para ela, olhando as pequenas almôndegas acompanhadas de um esparguete à milanesa, quando o convite chegou.

"O que fazes Sexta-feira ou Sábado à noite? Queres jantar comigo? "

Sorriu.
À quanto tempo não era "convidado"?!

Contudo, a pergunta era colocada de forma bem clara, não era uma mera sugestão ou brincadeira que por vezes as pessoas que se conhecem há pouco tempo acabam por fazer, meio a medo.
Não, o convite fora feito de forma intencional.

Tinham-se conhecido cerca de um mês e tal antes de ele ir de férias, aquando de um evento ( ele agora ia a todos os eventos que podia... ) ligado à sua área profissional.
Na unidade hoteleira em questão, decorriam dois eventos naquela noite, sendo que um deles destinava-se ao ramo da "beleza e bem estar".
Foi quando estava sentado ao balcão do bar com um colega que reparou no grupo de mulheres, na casa dos seus trintas e muitos, na mesa do outro lado da sala.
Rapidamente concluíra que deviam estar ali precisamente para atender o tal evento, "das coisas para gajas" como tinha dito um tipo endinheirado mas bronco, dono de uma lojas concorrentes.

Traziam vestidos elegantes apropriados e via-se que sabiam estar presente num local assim.
Enquanto bebericava o seu Martini, ia passando discreta revista às sete raparigas que partilhavam uma sangria bem frutada.
Quase todas eram engraçadas, mas, haviam duas que sobre saiam pela sua postura e uma em particular pelo amplo sorriso e cabelos longos ondulados.

Sem ser intencional, o seu olhar acabou por apanhar o dela provocando um compasso de espera seguido de um recuo levando que nunca mais o olhará, nem mesmo quando ele e o seu colega se dirigiram ao auditório.
Contudo, a noite não acabaria sem eles se cruzarem novamente, depois de terminadas as palestras, no bar do andar panorâmico do hotel naquilo que era a parte da noite destinada à diversão e convívio ( e bebedeira...) ao som do DJ contratado.

Uma troca de sorrisos ao balcão perante a coincidência de se terem deslocado ao mesmo tempo para pedir um drink, acabou por levá-lo a dizer "boa noite" e dessa vez, sem hesitação, ela respondeu.
O sorriso dela era sem duvida uma arma poderosa que aliado à figura esbelta, deixava a sua marca.
Gerou-se uma conversa ligeira enquanto esperavam e acabaram por se sentar à mesma mesita redonda no canto mais distante do barulho, perto da piscina.
Falaram dos eventos, dos seus trabalhos, onde estavam a laborar...e tantos outros pormenores ligados a esses temas.
Claro, perante uma mulher assim era impossível não haver uma brincadeira charmosa e um elogio, aqui e ali, bem ao jeito dele e que normalmente fazia uma mulher soltar o seu riso.
Dizer-lhe que estava elegante era o mínimo que o homem pode dizer e ouvir um "olha que tu também estás muito bem" sabe sempre bem.
Deu para perceber que era uma mulher não casada, estruturada, que brincava até com a idade que tinha ao dizer que não havia colheita melhor do que a dela, mas que nem todos estavam "capacitados para serem apreciadores verdadeiros", fazendo com que fosse ele, a rir.
Isto, a propósito do Papa Figos que ele pedira para esquentar um pouco a conversa uma vez que a brisa fresca e melada do Tejo, aquela hora, era bastante notável, sobretudo para quem está de ombros ao léu.

É, o serão tinha sido agradável.
Disse que gostava de passar pelo ginásio e ao saber do Btt mostrou-se logo pronta para experimentar.
Acabariam por trocar números de contacto e deixar no ar que seria bom continuar a converso noutro dia.
Em dias seguintes, aconteceram trocas de mensagens esporádicas, sem malícia ou segundas intenções, ficando a ideia do "próximo evento" no ar.
Ela foi de férias e ele também.
" Boas férias e bom descanso!", dissera-lhe.
"Para ti também!"

Agora - agora o convite...( ! )

Era tentador.
Sair com uma mulher interessante para passar uma noite diferente.
Sentir novamente o que é ser apreciado.
Ter a possibilidade de estar e falar sem o peso de que teria de haver "algo" ou sexo por de trás de um jantar simpático.

Jantar?
Talvez...
Seria um homem cortes e honesto.




sábado

Le Chat - Cocktail Single




em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura

venho ao lugar do teu polvo preferido
da varanda que se lembra de uma foto
onde pesadas portas de vidro
deixavam o vento arrepiar a tu pele
mas não te tiravam o sorriso traquina

vejo a cidade iluminada e só
como eu
recordo a noite fria de então
hoje faz calor
esta noite seria fantástica
cheia de lençóis molhados
e gemidos tórridos

sonho acordado!

e bebo um cocktail
absorvo o ar
que permanece impregnado de ti
tanto
tão perto
tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
porque num rio desapareceu
perdendo-se para sempre
na constante procura
da tua mão
que por estas ruelas
em tempos
procurava pela minha

em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

segunda-feira

a Chave...



A noite não tardava.
Os últimos raios de sol faziam o seu melhor para disfarçar o começo de mais uma noite gélida e ausente daquele amor que habitava nele.
Negava o pensamento, estava, inexplicavelmente cansado.
Os sons temperados tomavam conta do seu lugar, dando corda aos ponteiros do relógio, trazendo o passar das horas, da vida vazia.
A dor, latente, sua conhecida, era poderosa. Fazia perguntas, dava respostas. Era implacável.
Rendeu-se.

Foi assim que ela o encontrou.
É claro, a porta estava aberta.
"Olá..."
Levantou os olhos."Olá..." Olhou-a espantado. Não a fazia ali...naquela hora.
Porra, como era linda. O cabelo liso escuro caído em cascata em redor dos ombros num convite para enterrar as mãos nas suas mechas e puxá-las, não para causar dor, apenas o suficiente para ela arquear o pescoço e levantar os belos seios que tinha, pressionando os botões da camisa clara que trazia vestida, deixando um print bem visível do soutien.
Era engraçado, mesmo aquela indumentaria era incapaz de minimizar a sua sexualidade ou camuflar os seus atributos físicos. Obviamente, não era comparável aos seus vestidos e saltos altos de deixar água na boca, mas as curvas permaneciam irresistíveis e à medida que ela se aproximava dele, já conseguia antecipar o gosto da pele sedosa e perfumada.
Enfim, aquela mulher era como um vírus que tinha entrado no sistema dele!

"Alex"- aproximou-se, perante o silêncio dele - "Está tudo bem? Que se passa? Estás estranho."

Ela respirou fundo. "Não contava contigo hoje, só isso...Mas, estou muito feliz por te ver"

"Really?"- perguntou a sorrir - "Não parece. Continuas aí parado!"
E o ar de menina bem comportada deu lugar ao olhar de mulher sensual e traquina.

"Apanhaste-me de surpresa...quer dizer...tens algo em mente, é?"- não queria parecer idiota, mas sim, apetecia-lhe beijá-la e pôr as mãos naquele traseiro dançarino!

Ela levantou uma sobrancelha, abriu os olhos, como que desafiando-o a continuar.

"Talvez seja boa ideia eu fechar mais cedo...e irmos até lá baixo, apesar de estar frio"
"E desde quando é que o frio é um problema...? Dá-me a chave...e põe te a andar!"

Não consegui disfarçar o sorriso e fez o que lhe foi pedido.
"Mas que cena?" - pensou - "Esta mulher é surreal! Qual montanha russa!"

"Então, vais ficar aí sentadinho?" - descia a escadas enquanto tirava o casaco.
"Sim, vou. Assim deixou-te fazer todo o trabalho..."
"Ai é?...ok...deixa ver..." Sentou-se de frente para ele, ao seu colo, pernas abertas, dedos entrelaçados no cabelo, lábios sobre os dele, língua insistente.
"Gostas que te beije assim amor?"
"Sabes que sim Lúcia"
Desabotoou os botões da camisa e pediu-lhe para desapertar o soutien libertando os seis voluptuosos com mamilos eretos que iam de encontro à boca faminta dele, soltando um primeiro gemido.
"Era isto que tinhas em mente?"- perguntou-lhe.
"Isto?- diz-lhe ela- "não, é mais..isto!"- e deslizou a mão por entre eles segurando firmemente a sua ereção.
Quando ele deu por isso já estava com as calças pelo tornozelos e ela somente de camisa aberta cobrindo os quadris dele, obrigando-o a gemer igualmente, com ela, ao afundar-se nele.
Repetia aquele movimento que o agarrava e largava internamente, com sabedoria e paixão, por forma a não ser demasiado veloz, mantendo-o excitado, a caminho do seu próprio prazer.
Fazia-o lentamente, como se tivessem todo o tempo do mundo só para eles, as mãos dele ora nas suas nádegas, ora na cintura, num balançar ritmado mergulhado em calor húmido que já escorria pela cadeira em pele sintética.
Sentindo-o perto de explodir, saiu de cima dele - "fode-me por trás amor! Faz-me vir! Anda!"
Alex não se fez rogar, estava de pau ao rubro, ávido de a penetrar e fazer gritar de prazer.
Agarrou-a pela ancas e mal sentiu-a a colocar a cabeço do instrumento nas bordas da sua vagina enfiou-o com vigor, dando lugar a estocadas rápidas e firmes.
Era, audível, o prazer dela e a respiração dele e não tardou ele sentir o aperto quente e molhado em torno do seu sexo seguido do "toma amor toma, é todo teu!" que ele adorava ouvir...e que o fazia ejacular sem controlo de imediato...caíndo sobre as costas dela, abraçando-a por de trás, agarrando, ao de leve, nas mamas dela.

Beijavam-se suavemente.
Tinham-se vestido e ela sentado, ao colo dele, de lado.
Estavam quentes.
Abraçados
Sorridentes.

"Então, como te sentes agora?"- perguntou-lhe, olhos brilhantes que tudo diziam.

Alex respirou fundo.
" Nunca vou, verdadeiramente, entender-te, pois não? Sinto-me o homem mais feliz do mundo. O homem mais sortudo. O homem mais parvo. Mas porra...também nunca perceberás o quanto te amo!"

Oh amor, repondeu-lhe - "Enganas-te. Só tu conheces-me. Só a ti entreguei a chave. E, sei sim. Por isso, é que sou tua."