em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
venho ao lugar do teu polvo preferido
da varanda que se lembra de uma foto
onde pesadas portas de vidro
deixavam o vento arrepiar a tu pele
mas não te tiravam o sorriso traquina
vejo a cidade iluminada e só
como eu
recordo a noite fria de então
hoje faz calor
esta noite seria fantástica
cheia de lençóis molhados
e gemidos tórridos
sonho acordado!
e bebo um cocktail
absorvo o ar
que permanece impregnado de ti
tanto
tão perto
tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
porque num rio desapareceu
perdendo-se para sempre
na constante procura
da tua mão
que por estas ruelas
em tempos
procurava pela minha
em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
sábado
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