quinta-feira

nas Tuas mãos...

 



"Estás disposto a algo um pouco diferente?"
Estão deitados a ver televisão.
A noite em lua cheia invade o quarto fazendo esquecer o dia de trabalho.
Tinham feito amor.
Ela, aninhara-se nele, quando faz a pergunta.

“Ummm..o quê... sim, claro...”- responde, já meio a dormir.

“Então, no próximo Sábado a partir das nove da noite...vais estar muito ocupado!”

"Sábado? Como assim?"

Sorri.
“O jantar está incluído?”

“Nope. Mas, a sobremesa...quem sabe?”

“Ok...eu ponho na minha agenda”- responde-lhe, um pouco mais acordado.

“Acho bem. Até Sexta ficas a saber mais pormenores relativamente ao teu compromisso.”


Não era de admirar que a semana decorresse lentamente, tanto para ela como para ele.
Tal facto, para ela, é bem vindo.
Planeia tudo cuidadosamente; a escolha do local e do respectivo quarto,
a lingerie a estrear, as velas especiais e a venda de seda, preta.
E, por fim, as sandálias altas...pretas.
Sabia exactamente o que pretendia e como obtê-lo.
Afinal, já era tempo de ele conhecer a fera que morava dentro dela,
a outra face da mulher doce e meiga que eletantas vezes fazia esvaziar-se em
orgasmos repletos de lágrimas.
Sabia que ele geralmente pensava em si mesmo como um macho alfa.
Adorava estar em controlo, de dirigir toda a acção.
E, gostava de acabar “por cima”...no final.


Uma ansiedade crescente tomara conta dele com o passar dos dias.
Apenas suspeitava que ela queria passar uma noite romântica num lugar diferente.
O bilhete misteriosamente colocado dentro de sua carteira, ao lado das notas,
contribuíra para a ideia de uma noite cheia de paixão.
Sendo que, a procura pelas coordenadas gps revelaria um motel luxuoso,
que disponha de vários quartos temáticos devidamente equipados.
A ousadia agradou-lhe.


Tomou um banho bem quente, perfumado e demorado.
Arranjou cuidadosamente o cabelo num estilo bem mais clássico
do que era habitual.
Igualmente, tratou de maquilhar-se de forma mais dramática,
o toque final a ser preconizado por um batom vermelho brilhante.
A lingerie rendada, as luvas a condizer e os saltos altos completavam o
quadro que ela imaginara.
Olhou o quarto.
Tratou de espalhar ao acaso as muitas pétulas de rosa de diversas cores.
Ascendeu as velas, de cor vermelha, minuciosamente colocadas ao redor da sala
e apagou as luzes
A secção de parede estufada munida de algemas iria certamente provocar uma reacção nele.
O telemóvel indicava 20h42.
Deu uma ultima olhadela num dos enorme espelhos adjacentes à cama.
Gostou.
Sentia-se um pouco ofegante, efervescente, mas tão atrevida!
Fechou os olhos e respirou fundo.
Atravessou o quarto e sentou-se, pernas cruzadas, no cadeirão de veludo vermelho.


Não conseguia negar a si mesmo o entusiasmo que o momento lhe causara.
Durante o caminho várias tinham sido as ideias e imagens a percorrer-lhe os pensamentos.
O simples facto de ela ter mantido total secretismo era, em si, estimulante.
Saiu do automóvel, carregou no interruptor para fechar o portão automático
e subiu a escadaria que o levaria até ao quarto.
Ao entrar, depara-se com um cenário que jamais poderia ter previsto.
Era necessário parar para assimilar.
Extraordinário – pensa.
A luz quente e ténue preenchia todo o espaço, dançando um pouco, de vez enquanto,
ao sabor da suave corrente produzida pela grelha do ar condicionado.
A música de fundo evocava aquela sensação de serenidade perigosamente envolvente,
que costuma atravessar-nos quando contemplamos um vulcão prestas a irromper.
Sentada, o mais longe dele possível, ela permanecia imóvel, emproada, pernas cruzadas,
olhar penetrante e sorriso matreiro.
Uma Deusa no seu trono.
Definitivamente deslumbrante.


Esforça-se para conter o nervosismo.
Mas sente a respiração curta.
Tenta disfarçar.
Respira fundo.
Consegue ver que ele está impressionado e dá conta que ele também está algo agitado.
E, não fosse a escassa luz, poderia jurar que ele tinha corado, ao perceber que o tecido
das calças o traíra, revelando um volume delineado para além do normal.


“Estás preparado para fazer tudo...que eu pedir?”

Ele solta uma ligeira risada e diz que sim.

“Ok...então..”- continua -“A tua palavra segura é chantilly.”

Ele larga uma boa gargalhada. “Chantilly??? A sério??”

“Sim. Chantilly. Não a esqueças...”- confirma, sem alterar a sua postura.

“E..porque que é que eu preciso de uma palavra segura?”

"Apenas no caso de…"

"Está bem...Chantilly é gira, e certamente que não vou utilizá-la...”

“Despe-te. Tudinho. Já!”

“Calma. Sabes que tenho a mania de deixar tudo devidamente arrumado!” - ria-se,
bem disposto.


Num gesto de elegância sublime, ela levanta-se e caminha delicadamente até á parede almofada,
não tirando os olhos dele, absorvendo os seus movimentos, cruzando o olhar com o dele.
Está a conseguir comportar-se como idealizou.
Severamente bela.
Em controlo.
Mas, inesperadamente, ao ver o sexo dele saltar de dentro dos boxers, quando ele os remove,
não consegue conter um gemido infiel -“huhhh...”
Merda! - pensa, vendo a reacção triunfante expressa no rosto dele.

“Anda cá!”- impõe.
Mas, sente as bochechas ao rubro.
Já se encontra molhada e desejosa de o ter dentro dela.

“Yes ma'am..”
Ele provoca-a, piscando-lhe o olho

Recuperando a postura, ela encosta-o ao revestimento almofadado e amarra-lhes as mãos
com as algemas de tecido.
Seguidamente coloca a venda.
Dá um passo atrás.
Meu Deus – respira fundo – nunca pensei!
A inquietação cresce dentro dela.
Os seios voluptuosos imploram-lhe o toque dele.

" Abre as pernas"- ordena.

Percebe que ele está ansioso, o seu pénis duro como pedra, da ponta pende
um fio delicado que brilha como teia de aranha ao luar.
A visão daquele suco faz-a gemer outra vez, desta vez, nitidamente de tesão contida,
sinalizando, a ele, que se encontra deveras excitada.
Sabe que ele pode cheirá-la, ouvi-la, mas não pode tocá-la.
Sabe que ele quer domá-la, mas...querendo ele jogar o jogo...não está em posição
de assumir o controlo.
Então, começa por explorar o rosto dele, passando a mão enluvada pela face,
agarrando o queixo,
percorrendo ao de leve a boca e nariz e mordiscando as orelhas.
Ele inala-a profundamente.

“Porra, como cheiras bem!”

Ela bate-lhe, uma pequena tapa, no rosto.

“Shhhh..! Não falas até que eu permita!”

De seguida põe-se a arranhar cuidadosamente o peito e a beliscar os mamilos.
Ele geme e ela, sorrindo, observa o quanto aquele pénis pulsa.
Beija-o apaixonadamente, a língua dela enrolando-se na dele enquanto
acaricia o membro duro, espalhando o liquido por toda a glande.
Sente-se cada vez mais excitada.
Solta uma gargalhada marota.

“O que tem tanta piada?”

“Nada meu amor. Diga-mos apenas que...mesmo amarrado...mexes comigo...”

Não fosse a venda e ele teria visto o riachozinho que fazia trilho por uma
das suas perna abaixo.
Cobria-o de beijos matreiros enquanto o masturbava ao ritmo da sua própria
respiração, rouca.
Sentia como os seus mamilos estavam tão duros quanto os dele.
Então, começa, com a língua, a percorrer o caminho até ao sexo dele.

"Mmmm, isto parece delicioso"- diz, enquanto observa o gotejamento ao nível
dos seus olhos e dá uma longa lambidela, desde os testículos até a ponta que ameaçava explodir.
“Mmmm...és mesmo delicioso...mas é o suficiente...por agora...”

Acaricia-o, observando-o a lutar para não se vir, correndo as unhas afiadas em redor
da sua rigidez sensível.
Ele, geme de prazer.
Inclinado-se, toma-o na sua boca, devorando-o, mas é, propositadamente, de curta duração.
Ergue-se, vira-se e recua lentamente de encontro a ele, curvando-se quase de quatro,
encostando-se à sua erecção e esfregando-a no seu bumbum.
Sente como ele se contem, sabe que a quer, que deseja libertar-se dentro dela,
ensopando-a ainda mais do que já está, agarrando-a, ouvindo os seus gritos de prazer.

“Coisas boas acontecem aos meninos que sabem esperar, mas nada acontece aos que não sabem!”,
diz-lhe maliciosamente, pressionando-o com mais força.

"Estás a adorar provocar-me.."- diz ele, quando ela se coloca de joelhos, os sons de prazer
a ficarem mais altos quando movimenta mais rapidamente o seu sexo na sua boca,
girando a língua em torno da base, lambendo o frênulo e chupando a cabeça fogosamente.

Quer agarrar-lhe a cabeça, quer dominá-la, mas as suas mãos continuam amarradas
acima da cabeça, impedindo-o.
Ela, permanece em controlo.
E, de repente, deixa-o, cair de sua boca.

“Hey! Isso não é justo!”- reclama.

"É sim. Lembra-te. Concordaste em fazer tudo o que eu pedisse.”

"Porra!...Sim, senhora, verdade..."

A sobrancelha dela levanta-se, à palavra 'Senhora'.
“Mas...como és tão bem comportado, vou adoçar as coisas...”
Seguidamente, liberta-lhe as mãos e leva-o a ajoelhar-se à frente dela.
Decide manter a venda.

"Estás com fome?"- pergunta-lhe, ao ouvido.

"Sim. Muita!"- ria-se.

“Bom...então...porque esperas?”
Dito isto, pega-lhe por detrás da cabeço e encosta-se a ele, os lábios inchados,
macios e carnudos, ávidos da boca dele.
Não era difícil encontrar e tactear em ao redor do botão húmido
e erecto que só queria ser sugado.

Agora, é ela quem geme e os habituais acorda vizinhos -“ai amor.!..ai amor!”- soltam-se.
Tal é a vontade dela que ele só é capaz de respirar quando ela o permite.
Olhando os movimentos que fazia de encontro à boca dele, era como se o cavalgasse.
Ele sabe que não tardara muito para que ela atinja o orgasmo.

“Quero ver te vir miúda!”

“Ahhh sim amor...eu...tira...tira!...ai amor!...ai amor”...não aguento mais...!!!”

Liberto da venda, as mãos firmes nas nádegas dela, ele continua
a lamber-lhe a vulva arduamente, levando-a a outro orgasmo.
Por momentos, ela vacila, abraçando-o quando ele se levanta para
a amparar durante as múltiplas convulsões.

“Foi bom?”- pergunta-lhe - “Foi bom ser o comandante?”
Sorria-lhe.
Beija-a suavemente.

“ Sim...gostei muito...”.
Devolve-lhe o beijo, carinhosamente.

“Pois é...mas sabes..”- e com isso, vira-a para a parede e algema-lhe a mãos,
“Tenho a dizer-te...que passaste a estar entregue a um amotinado!”

Seguidamente puxa-a, pelas nádegas, para ele, afastando-a o suficiente da
estrutura que a prende, por forma a poder separar-lhe as pernas,
arqueando um pouco as costas, empinando o rabo o suficiente
para o poder agarrar com virilidade.
Está louco de tesão.

“Adoro ver-te com estes sapatos”- suspira-lhe -“e ficas mesmo à altura certa!”
- brinca, enquanto mergulha o seu mastro nela adentro,
provocando um longo e profundo gemido.

Gosta de penetrá-la com vigor, uma mão na anca, outra circundando-a,
os dedos trabalhando o clitóris dela impetuosamente.
Os gritos dela e o arfar dele anulam por completo o som ambiente.
Movem-se em ritmo alucinante, dois corpos cúmplices na busca do prazer partilhado.
O momento é chegado.
Debruça-se sobre ela, agarrando-a e vem-se violentamente.

“Sou teu meu amor”- murmurou-lhe, ao dar a última estocada,
levando-a a gritar de prazer e a expeli-lo de dentro dela, com um jacto quente,
encharcando-os, alagando o soalho.

Desata-a.
Abraça-a por detrás.
Ela, coloca as mãos dela, sobre as dele.

“Adorei a surpresa miúda...”

“Ainda bem amor. Eu adorei ser a surpresa”- ri-se.

“Bem...da próxima vez, começo eu como chefe...”

"Veremos…"

“Conta com isso..”

Ela vira-se e eles fixam o olhar, um no outro.
Ele adorava aquele jeito traquina dela.

“Por acaso o jantar vai ser servido depois da sobremesa?...”- pergunta-lhe.