segunda-feira
Falling in Love with an Angel
She ran as fast as she could to get away, to get away from everything.
Turning the corner she jumped over the fence and through the field and past the tall oak trees. Looking around, she turned to the left and pushed a bush out of the way and walked through. There was a small clearing. A small stream lay in the centre, grass and trees surrounding the area.
Sighing, she sat down next to the stream and looked into it. Then, she threw a stone at the reflection and flopped onto the grass.
“Penny for your thoughts ?”, a voice, said from behind.
She jumped up, turned around and leaned on her hands. There he stood.
A black sweater, denim jeans and hands stuffed into his pockets. She smiled and tried hard not to blush. The sun shone on him at just the right angle making it seem as if he had just come from heaven.
“Sure.” She didn’t want anything and she didn’t exactly want to share it with him either. “How…do you… know about this place? It’s so well hidden.”
He chuckled. “Actually, I come here every so often to clear my mind. It’s a beautiful place.”
She sighed and fell back on the grass, the corner of her eye watching him walk over to sit down next to her.
She knew he was waiting for her to start talking. She couldn’t.
She paused to look at herself in the stream and splashed some water upon her face.
It felt so cool and refreshing.
Looking over at him, she could see he was looking hard at the stream, as if concentrating on the tiny rapids that spun around the water tossing leaves aside allowing nothing to be safe. She saw him sigh and shake his head breaking away from his concentration to look up at her.
“Why didn’t you tell anyone?” he asked, searching her eyes as if he would find the answers inside.
She turned away and looked back at the stream pulling her knees to the chin and resting her arms so as to rest on them and sighed again. “I was too scared. Scared of what he would do to me.”
She shut her eyes tight and felt him move closer. He was now right beside. She could hear him breathing, feel it on her neck. She shivered and tried to inch away from him. But then, she opened her eyes and looked at him. Looking right into his eyes, she could almost read his mind, his soul. She turned away again.
Then his hand pushed a sleeve up. She flinched away.
“Hey...don’t worry. I just want to see something.”
She let him continue to gently push it up to reveal a big bruise.
He let his fingers trail long it and she shut her eyes again.
“Why would someone do this kind of thing to anyone?” he said, almost in a whisper.
“I always thought it was kind of my fault that he did this to me.”
Loosing sense of control, she had started to blush bright red. It could almost match the red t-shirt she was wearing.
There was a long pause as they continued to look at each other. Then, slowly he leaned down to kiss her. She took in everything about him, his smell…his touch. Butterflies erupted. Calming herself, she then slowly pulled away and looked at him. Her lips tingled from where his once had been.
“I’ve wanted to do that for so long”, he said.
“Me to.”
He gave her a small smile and a quick kiss before standing up and brushing himself off.
She remained sitting because she knew her legs wouldn’t work just yet.
He stuffed his hands back in his pockets and withdrew a penny and tossed it to her.
She caught it and looked at it before looking back at him.
“I’ll see you soon !”, he said and with that he left.
She waited for a few minutes until she knew he was completely gone.
He kissed me! He kissed me! she squealed to herself.
Then, she opened her hand to reveal the penny he had tossed her.
She giggled to herself gently and placed it in her pocket.
This is one penny that’s never paying for anything.
quinta-feira
A Miúda do Autocarro
Quando ali chegou, por volta das sete e meia da tarde, o calor era sufocante.
O ar pairava no céu, imóvel. O vento, visitante provocador, trazia os aromas agridoces de vinhas à beira-mar.
Que belo dia para voltar às paragens de autocarro após décadas de cómoda ausência !
Afinal o indicador de temperatura sempre servia para algo, pena era ele não lhe ter dado a devida importância.
Uma coisa era certa, não iria ficar naquela fila medonha, a derreter.
Sem perder tempo, atravessou o pequeno jardim que se encontrava atrás e ocupou o banco de madeira, ou o que restava dele, debaixo de uma enorme palmeira.
Não demorou muito – até que reparou em quem se aproximava.
Teria sido impossível não reparar.
Era esbelta, mas não no sentido esquelético, como em tantas miúdas reféns de imagens propagadas por deusas de mundos elitistas, o cabelo era negro, quase liso, o vestuário simples, justo, elegante, usava óculos de sol castanhos, grandes, que lhe escondiam os olhos.
Acabou por ser o último a entrar no autocarro.
Podia ter permanecido em pé mas a curiosidade convidou-o a sentar-se – em frente a ela, naquele que alguns chamam de assente do enjoo. É claro que tentou fazer de contas que não olhava e é claro que ela percebeu e daí o sorriso contido mas divertido que os cantos da boca dela denunciavam.
Trazia consigo a sua pasta.
Acontece uma travagem brusca.
De repente, ela estava a ajudá-lo a reunir os papéis espalhados no chão.
“ Tome ... esse fecho não deve estar grande coisa...” disse-lhe, no meio de uma gargalhada.
“ É...parece que tem razão...olhe...fazemos uma troca...os meus papeis pelos seus óculos” Não que lhe façam falta...tem uns olhos, pensou.
“Está bem...espere...” Devolveu-lhe toda a papelada, excepto uma folha.
“Escreve ?”
“Só coisas sem importância...para passar o tempo...não quer os seus óculos ?”
“ummm...não sei...Não...fazemos a troca amanhã...”
“Não sei se dá...amanhã já devo ter o meu carro...não costumo apanhar...”
“Eu sei...um cinzento...deixa-o no lugar dos CTT quando vai tomar o café de manhã...”
E com isto levantou-se, tocou a campainha e dirigiu-se à saída. Ele estava estupefacto.
“Como é que ...” Mas ela já tinha saído. Sentou-se. Que diabo !
Sete e vinte. Os olhos dele percorriam a avenida. Era possível ? Viria ? E era bom que viesse ? Aquela miúda...aquela mulher...? Pertencia a outro mundo, a outra realidade que não a dele. Contudo, falou-lhe com tanta intensidade, à vontade , como se, secretamente, tivesse aguardado por aquele encontrou.
Estaria ele a sonhar ? O “amanhã” era agora...
Não.
Apertou com mais força os óculos que segurava. Olhou-os. Numa das hastes havia uma inscrição, ou melhor, o inicio de uma palavra, de um nome...“An ”.
Eram um bocadinho dela. Ela existia.
O ar pairava no céu, imóvel. O vento, visitante provocador, trazia os aromas agridoces de vinhas à beira-mar.
Que belo dia para voltar às paragens de autocarro após décadas de cómoda ausência !
Afinal o indicador de temperatura sempre servia para algo, pena era ele não lhe ter dado a devida importância.
Uma coisa era certa, não iria ficar naquela fila medonha, a derreter.
Sem perder tempo, atravessou o pequeno jardim que se encontrava atrás e ocupou o banco de madeira, ou o que restava dele, debaixo de uma enorme palmeira.
Não demorou muito – até que reparou em quem se aproximava.
Teria sido impossível não reparar.
Era esbelta, mas não no sentido esquelético, como em tantas miúdas reféns de imagens propagadas por deusas de mundos elitistas, o cabelo era negro, quase liso, o vestuário simples, justo, elegante, usava óculos de sol castanhos, grandes, que lhe escondiam os olhos.
Acabou por ser o último a entrar no autocarro.
Podia ter permanecido em pé mas a curiosidade convidou-o a sentar-se – em frente a ela, naquele que alguns chamam de assente do enjoo. É claro que tentou fazer de contas que não olhava e é claro que ela percebeu e daí o sorriso contido mas divertido que os cantos da boca dela denunciavam.
Trazia consigo a sua pasta.
Acontece uma travagem brusca.
De repente, ela estava a ajudá-lo a reunir os papéis espalhados no chão.
“ Tome ... esse fecho não deve estar grande coisa...” disse-lhe, no meio de uma gargalhada.
“ É...parece que tem razão...olhe...fazemos uma troca...os meus papeis pelos seus óculos” Não que lhe façam falta...tem uns olhos, pensou.
“Está bem...espere...” Devolveu-lhe toda a papelada, excepto uma folha.
“Escreve ?”
“Só coisas sem importância...para passar o tempo...não quer os seus óculos ?”
“ummm...não sei...Não...fazemos a troca amanhã...”
“Não sei se dá...amanhã já devo ter o meu carro...não costumo apanhar...”
“Eu sei...um cinzento...deixa-o no lugar dos CTT quando vai tomar o café de manhã...”
E com isto levantou-se, tocou a campainha e dirigiu-se à saída. Ele estava estupefacto.
“Como é que ...” Mas ela já tinha saído. Sentou-se. Que diabo !
Sete e vinte. Os olhos dele percorriam a avenida. Era possível ? Viria ? E era bom que viesse ? Aquela miúda...aquela mulher...? Pertencia a outro mundo, a outra realidade que não a dele. Contudo, falou-lhe com tanta intensidade, à vontade , como se, secretamente, tivesse aguardado por aquele encontrou.
Estaria ele a sonhar ? O “amanhã” era agora...
Não.
Apertou com mais força os óculos que segurava. Olhou-os. Numa das hastes havia uma inscrição, ou melhor, o inicio de uma palavra, de um nome...“An ”.
Eram um bocadinho dela. Ela existia.
terça-feira
Tramada!
Ele não esperou pelo elevador. Agarrou nas chaves e correu escadas abaixo. O tempo era escasso mas ele queria que aquilo parecesse especial. Estacionou de modo a deitar um olhar para lá e viu que ela ainda não tinha chegado. Ainda bem, pensou. Espero que tenham conseguido arranjar uma jarra.
Estava com o nervoso miudinho. Sorriu. Lembrava-lhe os exames orais em tempos de escola. Não é nada mais do que um simples almoço, disse para si mesmo, vá miúda, aguenta-te, já não és nenhuma criança !
Ela entrou - fazendo ar de confiante. Sim, lá estava ele, na mesa do canto, como combinado. Porra ! Como é que ele chegou tão depressa ?
“Olá”
“Olá....chegaste depressa...”
“Pois...é...é que eu estava perto...mas...olha, por favor, senta-te...”
“Obrigada...sabes...não tenho muito tempo...”
Foi então que ela notou...porque será que as outras mesas não tem jarras com flores ?Não consegui evitar. As suas faces traíram-na.
Ele sorri-lhe. Como é bela.”Esta é para ti” e entrega-lhe uma das rosas,”guarda na tua carteira...uma lembrança de hoje”.
Homens ! “Obrigada”. Espero que não manche nada...
Pediram o almoço, comeram, uma ritual do dia-a-dia, sem grande alarido. Até porque podia ter sido num outro sitio qualquer. Ele e ela, trocando sorrisos, de vez em quando, atrapalhando-se nas palavras de um e outro, por vezes evitando o cruzar de olhares, sustendo a respiração quando ele sugere que ela solte o cabelo...minutos preciosos que rapidamente lhes fugiam.
“Tenho que ir...”
“Já ? Podemos encontramo-nos outra vez ?...quer dizer...se tu achares bem...quer dizer...não tem que ser já amanhã...”
Ela devolve-lhe a rosa. O coração dele comprime-se e ameaça gritar.
“Toma...”
“Compreendo...desculpa...esquece...eu não quis...”
Ela interrompe. “ Quero mais onze iguais a esta ... logo à noite, digamos ... por volta das 8h30 ?, depois mando-te um sms ...”
E com isto vira-lhe as costas a dirige-se à saída levando com ela aquele olhar de rapazinho babado.
Não estou enganada. Aqueles olhos não mentem. Estás tramada !
Estava com o nervoso miudinho. Sorriu. Lembrava-lhe os exames orais em tempos de escola. Não é nada mais do que um simples almoço, disse para si mesmo, vá miúda, aguenta-te, já não és nenhuma criança !
Ela entrou - fazendo ar de confiante. Sim, lá estava ele, na mesa do canto, como combinado. Porra ! Como é que ele chegou tão depressa ?
“Olá”
“Olá....chegaste depressa...”
“Pois...é...é que eu estava perto...mas...olha, por favor, senta-te...”
“Obrigada...sabes...não tenho muito tempo...”
Foi então que ela notou...porque será que as outras mesas não tem jarras com flores ?Não consegui evitar. As suas faces traíram-na.
Ele sorri-lhe. Como é bela.”Esta é para ti” e entrega-lhe uma das rosas,”guarda na tua carteira...uma lembrança de hoje”.
Homens ! “Obrigada”. Espero que não manche nada...
Pediram o almoço, comeram, uma ritual do dia-a-dia, sem grande alarido. Até porque podia ter sido num outro sitio qualquer. Ele e ela, trocando sorrisos, de vez em quando, atrapalhando-se nas palavras de um e outro, por vezes evitando o cruzar de olhares, sustendo a respiração quando ele sugere que ela solte o cabelo...minutos preciosos que rapidamente lhes fugiam.
“Tenho que ir...”
“Já ? Podemos encontramo-nos outra vez ?...quer dizer...se tu achares bem...quer dizer...não tem que ser já amanhã...”
Ela devolve-lhe a rosa. O coração dele comprime-se e ameaça gritar.
“Toma...”
“Compreendo...desculpa...esquece...eu não quis...”
Ela interrompe. “ Quero mais onze iguais a esta ... logo à noite, digamos ... por volta das 8h30 ?, depois mando-te um sms ...”
E com isto vira-lhe as costas a dirige-se à saída levando com ela aquele olhar de rapazinho babado.
Não estou enganada. Aqueles olhos não mentem. Estás tramada !
domingo
Encontro de uma Vida
ele veria era a mulher na qual ela se transformara.
A saia branca combinava perfeitamente com a blusa vermelha e as suas sandálias
de salto alto preferidas, estava elegante, sexy e chique.
Ela respirou fundo e seguiu para o café onde haviam combinado encontrar-se.
À medida que o tempo passava, ela sentia uma ânsia crescente.
Teria feito bem em ir àquele encontro? E se encontrasse algum amigo?
O que faria? Estaria ela a fazer a coisa certa ao ceder a um impulso?
Os pensamentos faziam-na ficar ainda mais nervosa.
Havia anos que ela não via aquele homem e ela achou engraçado que mesmo
tantos anos depois, ele ainda quisesse vê-la.
Sorriu.
Ele nem sabia se ela estava gorda ou desmazelada, se tinha celulite ou que marcas
do tempo haviam ficado.
Quase dava para sentir-se diva, maravilhosa... mas, ainda assim,
dúvidas atacavam-na.
Ela tremia.
Entrou, sentou-se ao canto da sala e decidiu pedir um sumo.
Entrou, sentou-se ao canto da sala e decidiu pedir um sumo.
O estômago estava revirado de emoção.
Ela sabia que, para ele, seria apenas... ela seria mais um... um encontro esporádico.
No entanto, anos depois, os mesmos sentimentos voltavam,
No entanto, anos depois, os mesmos sentimentos voltavam,
sentimentos para os quais ela não tinha nenhuma explicação.
Ela temia e ansiava o momento.
Ela temia e ansiava o momento.
Coisa de adolescente! Que mulher idiota!
O medo tomava conta do tempo e ela pensava como estava a ser absurdo,
O medo tomava conta do tempo e ela pensava como estava a ser absurdo,
ter ido àquele encontro.
Arriscava um mundo seguro, se bem que não era tão perfeito,
mas ainda assim, o único porto seguro que conhecera na vida,
por um momento fúlgido, por uma fuga momentânea do quotidiano chato
que tinha e das críticas...e de tantas outras coisas.
Apenas queria ter um curto momento de prazer, de olhar nos olhos dele
e sentir a paixão de sempre, sentir a loucura invadi-la.
Ela olhou para o relógio mais uma vez.
Ah! Ele não vem. Porque viria? Que coisa mais louca!
Como pode alguém desejar alguém que não vê há anos?
Ela queria fugir.
Sentia-se covarde.
Fugira do beijo roubado... sim, uma vez....
Sim, iria pagar o sumo e desaparecer dali!
Fugira do beijo roubado... sim, uma vez....
Sim, iria pagar o sumo e desaparecer dali!
No entanto, o desejo de o ver era mais forte e ela optou por ficar...
Por fim, ele chegou.
”Boa noite ... Suzy”
Ela ficou parada, sem saber o que fazer. Só ele a chamava assim.
Sorriu e disse, “ Olá...” nervosamente, como se um fio de voz escorresse da garganta.
Ela ficou parada, sem saber o que fazer. Só ele a chamava assim.
Sorriu e disse, “ Olá...” nervosamente, como se um fio de voz escorresse da garganta.
Convidou-o a sentar-se. Ele sorri-lhe com aquele seu jeito...tão malandro.
“ Desta vez, vou mesmo beijar-te.”
Ela encarou-o, tentando parecer chocada, surpreendida...
“ Aqui não!”
“ Estás linda!”
Ela baixou os olhos. Ele também não estava nada mal...
“O-o-o-brigada...” gaguejou.
O sumo acabou e ele pediu a conta.
“ Vamos mesmo fazer isto...não vamos...tens a certeza?”
“Tenho...já falamos sobre isto...”
Partiram em carros separados. Seria melhor assim.
Seguiram para a casa dele. Ninguém podia saber. Ninguém.
Ela tinha medo do que estava prestes a fazer,
Ela tinha medo do que estava prestes a fazer,
mas tinham sido tantos anos, tantos sonhos...
Ele fechou a porta e beijou-a, as mãos dele escorregando pela saia abaixo,
Ele fechou a porta e beijou-a, as mãos dele escorregando pela saia abaixo,
erguendo-a contra ele e ela nada pode senão beija-lo com o mesmo desejo,
arrancando a camisa dele, cobrindo cada milímetro do corpo dele.
A saudade emanava do seu corpo, da sua boca, da sua língua...
A vontade de se entregar novamente e de novo, apenas por um momento,
desta vez, eles iam pertencer um ao outro.
Ela podia sentir o volume nas calças dele e sentia-se excitada e nervosa
enquanto ele lhe tirava a saia, enquanto a beijava e passava a mão nos
seios por baixo da blusa entreaberta.
Nada importava naquele instante a não ser a entrega voluptuosa de dois amantes.
Nada importava naquele instante a não ser a entrega voluptuosa de dois amantes.
Ela abriu o fecho das calças dele e tocou-lhe, desejando-o dentro dela.
“ Sou toda tua! Mostra-me como me amas, quero levar esta noite comigo...para sempre. “
O sofá, azul e aveludado, matou a sede do corpo dela, dos beijos, dos olhos,
“ Sou toda tua! Mostra-me como me amas, quero levar esta noite comigo...para sempre. “
O sofá, azul e aveludado, matou a sede do corpo dela, dos beijos, dos olhos,
dos murmúrios e ela apenas...apenas se entregava a ele numa paixão fiel,
com o coração em chamas.
Ninguém jamais, além dele, fizera com que ela sentisse tanto...e tanta vontade.
Ninguém jamais, além dele, fizera com que ela sentisse tanto...e tanta vontade.
Não importava o gozo... importava a entrega e o brilho nos olhos dele.
Ela sabia que havia algo muito mais profundo, muito mais forte que do que
apenas desejo, ou, queria acreditar que era assim.
Ele devorava-a e ela sentia-se voar, num mundo de flores coloridas,
num mundo de prazeres aguçados, queria absorver cada gota daquele
momento único porque não poderia haver outros beijos,
porque mais beijos levariam ele de novo e ela, simplesmente, não podia.
Ela teria que se contentar com aquele momento de entrega.
Ela teria que se contentar com aquele momento de entrega.
Ele pegou nela e levou-a para a cama, conversando e rindo, beijando-a na boca,
nos mamilos erectos, fazendo o furor crescer e invadi-la novamente.
Agarrou-a com firmeza e penetrou-a lentamente,
com movimentos suaves e eles olharam-se, olhos nos olhos.
Ela sorria.
Ela sorria.
Ele adorou vê-la sorrir daquele jeito.
Ela era dele.
Como ele gostou de a ver assim, fazia-o querer mais dela, do corpo dela,
da boca dela, dos beijos dela... e, finalmente, ela deixou-se levar por tudo.
O mundo girava e nada mais existia além deles.
Susana sucumbiu às emoções...o facto dela estar ali com aquele homem,
que a fazia sentir-se completa, fê-la gemer de prazer enquanto abria as pernas para ele,
convidando-o a usar a sua paixão, a sua carne, que a consumia e inebriava.
Finalmente, ela gritou e deixou-se ficar deitada, de barriga para baixo,
esgotada com o gozo que tivera.
Permaneceram em silêncio.
Permaneceram em silêncio.
Ela ainda sentia o coração acelerado.
O medo voltara.
Enquanto ele dormia, sentou-se na cama.
O medo voltara.
Enquanto ele dormia, sentou-se na cama.
Angustiada e consciente do que fizera e com o coração dilacerado,
juntou o que sobrava da sua alma e foi tomar um banho.
Como era belo.
Como era belo.
Finalmente, tinha sido sua.
Estava feliz.
Estava triste.
Beijou-lhe a face adormecida, um delicado beijo de despedida.
Ela sabia que era a última vez que o via.
Agora ficaria com mais lembranças...mas...teria sempre uma
Beijou-lhe a face adormecida, um delicado beijo de despedida.
Ela sabia que era a última vez que o via.
Agora ficaria com mais lembranças...mas...teria sempre uma
lembrança especial daquele homem.
De sapatos numa mão e as chaves do carro na outra,
De sapatos numa mão e as chaves do carro na outra,
deixou o quarto, deixou a casa dele.
A manhã permanecia escura. As nuvens espessas escondiam o tímido sol.
O carro arrancou.
O carro arrancou.
O som confundiu-se com os barulhos da madrugada.
Alex...deixou escapar uma lágrima.
Alex...deixou escapar uma lágrima.
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