segunda-feira
No Terraço
No alto a Lua trazia consigo a sua sombra e a noite erguia um manto de estrelas sobre a cidade.
Ele, sentado à secretária, trabalha incansavelmente, passando a mão pela testa, queixo e pescoço, como se, com isso, pudesse aliviar o cansaço e fazer com que as horas de trabalho ainda pela frente desaparecessem.
Encosta-se na cadeira e vê aquela sombra projectada no terraço.
Levanta-se, e dirige-se para a porta de correr que dá
acesso ao exterior.
Silêncio, somente.
Olha a mesa e cadeiras ao centro, onde toma algo nas
noites mais quentes.
Abre a porta e sai para o terraço.
Imediatamente sente os pelos da nuca eriçarem como se uma presença estranha estivesse no terraço.
Percorre-o com o olhar até vislumbrar numa figura debruçada sobre a murada do terraço, olhando para as luzes da cidade em movimento.
Aproximando-se, apercebe-se de uma figura feminina, cabelos escuros, compridos, coberta com o que aparente ser,
um simples manto branco.
Como havia ela ido parar ali? Por onde?
Ela vira-se e sorri-lhe.
Dá três passos miúdos, silenciosos,
estica um braço, tocando-lhe o rosto.
Quando ele abre a boca para falar, ela apenas toca-lhe nos lábios com a ponta dos dedos, silenciando-o.
Segura-lhe a mão e leva-o até à cadeira mais próxima,
a espreguiçadeira, fazendo com que se sente, se deite.
Ajoelha-se ao lado da cadeira e beija-o suavemente nos olhos, levando-o a fechá-los, deixa-lhe um leve sopro na testa, toca-lhe nos cabelos e beija-o delicadamente nos lábios.
Ele mal sente aquele toque, mas fá-lo estremecer de antecipação.
Parece querer-lo à sua mercê, como se fosse ser dela apenas naquela noite...
Ele não consegue reagir, apenas sentir cada carícia que lhe penetra a pele e desfaz a alma em prazer.
Ela retira o manto que a cobre e fá-lo abrir os olhos para a ver, corpo apenas banhado pela lua cheia.
Ele ergue-se e puxa-a para o seu colo, sentando-a nas suas pernas.
Beija-a apaixonadamente, sôfrego daquele momento inqualificável, estranho, místico. Desliza as mãos com suavidade e paixão pelo corpo dela, até lhe tocar o sexo, que acaricia docemente, mais fortemente, até a fazer suspirar e estremecer num doce orgasmo, enquanto mergulha o rosto nos seus seios, fazendo-a tombar a cabeça em seu ombro.
Depois é ela quem ergue o corpo, toca-lhe, sentindo a excitação que o possui, e com as sua mão o coloca dentro dela, sorrindo como quem recebe um presente.
Abraça-se no seu pescoço, penetra as mãos no cabelo dele e, olhando-o profundamente nos olhos, inicia um movimento que os leva à loucura, ao cume do prazer.
Repousam por momentos infinitos.
Ele abre os olhos.
Acha que adormeceu no terraço, em resultado do trabalho em excesso.
Mas, as suas roupas encontram-se espalhadas pelo chão...
Somente um sonho ?
Mas Quem? - pergunta-se.
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