segunda-feira

Aventura Francesa



Ele aguardava-a ansioso.
Será que vinha mesmo?
Ou teria sido apenas um encontro casual e picante, uma mera coincidência, dois lugares num avião, lado a lado,
duas pessoas, sozinhas...

Ela entrou.
Não ouviu nenhum barulho. Parecia que não havia ali ninguém.
O corredor que passava pela provável casa de banho tornara-se imenso e o silêncio algo assustador.
De repente, sentiu o cheiro dele.
Ela já conhecia aquele perfume que tomava conta do ambiente,
uma consequência de assentos próximos.
Sentiu o calor do seu corpo perto.
Ficou imóvel.
Sentiu a mãos dele nas costas, moviam-se, de cima para baixo, fazendo com que um arrepio lhe subisse pela espinha acima.
Beijou-lhe a nuca. Mordeu-lhe a orelha.
Depois pegou-lhe na mão e conduziu-a quarto adentro.

O cenário era mágico...velas, incenso, uma música suave...
tudo parecia perfeito.
Sentou-a numa enorme e confortável poltrona, ajoelhou-se e tirou-lhe os sapatos de salto alto. Tinha apenas uns boxes pretos vestidos.
Ela sabia o que aconteceria dali em diante, ela desejava ser dominada, ansiava por ser a sua prisioneira...

Ele começou a beijar-lhe as pernas, subindo pelas coxas, erguendo o elegante vestido que ela trazia, expondo a cuecinha fina.
Ela gemeu e esboçou um sorriso, sabia que ele ia perceber o quanto ela já estava excitada.
Com os dentes, ora de um lado, ora de outro, ele fez deslizar aquela peça de roupa íntima para o chão.
Colocou-a de pé, soltou as alças pelos ombros, capultando o vestido na mesma direcção e beijou os seus seios quentes, percorrendo caminhos com a boca, provando a erecção.
Ela sentia o prazer. Entregava-se a ele. Desfazia-se nele.
Mordiscou-lhe os mamilos, passou uma mão na parte interna das suas coxas e ela não aguentou, contorceu-se e caiu para trás, na poltrona, pedia que ele continuasse, que não parasse.
Na cabeceira, estupidamente gelada, estava uma taça de champanhe borbulhante.
Ele levantou olhar, sorriu, bebeu um golo e passou a língua pelos lábios em brasa.
Bebeu mais um pouco. Olhou-a.
Ela mostrou-lhe que já adivinhara, e queria.
Gemeu alto.
Sentiu a boca dele tocar-lhe ao de leve, a preparar o caminho para o delírio, saboreando toda a sua intimidade, todo o gosto dela.
Não ia demorar muito, pensou, a sua respiração estava ofegante, intensa...depois...depois seria a vez dele...ser dela...
mas agora...
agora queria gritar!

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