Finalmente, o tão esperado momento chegara.
Ela entara pela porta.
"Olá!"- sorriu, fazendo uma espécie de meia -reverência.
"Ainda não acredito! És mesmo tu?"
Ele aproximou-se num misto de surpresa e alegria.
"E porque não seria?"– riu-se, novamente.
Aproximou-se mais, um tudo ou nada exaltado.
Desejava abraçá-la, beijá-la, para nunca mais a soltar.
Sim, ela, estava mesmo ali!
Aquela mulher esbelta de cabelos espessos e longos tinha vindo de terras distantes.
Guerreira e alegre, conquistara o coração dele.
Tinham-se visto apenas uma vez, após uma batalha infernal da qual ela o ajudara a recuperar.
Desde então, o guerreiro tinha-lhe mandado cartas, cartas cheias do seu amor por ela.
Ela, não tinha sabido corresponder àquele sentimento novo.
Ela, não tinha sabido corresponder àquele sentimento novo.
Acreditava que, para amar alguém era necessário tê-lo por perto, mas, incompreensivelmente,
veio a descobriu que podia não ser assim.
Sem se dar conta disso, a verdade é que não vivia mais sem as cartas dele.
Ele era o único que parecia amá-la pelo seu jeito de ser, por ser uma caixa de Pandora que
veio a descobriu que podia não ser assim.
Sem se dar conta disso, a verdade é que não vivia mais sem as cartas dele.
Ele era o único que parecia amá-la pelo seu jeito de ser, por ser uma caixa de Pandora que
se remetera ao silêncio, que havia levado outros a desistir, a odiar e até, a querer destruir.
Aprendera a amá-lo.
Aprendera a amá-lo.
Sabia que mais ninguém estivera tão perto...de ter a chave.
Então, resolveram que tinham de encontrar-se.
Fora um dia de grande expectativa para ambos.
E agora, realizara-se.
Estavam num local que ela escolhera, numa casa de madeira rústica no sopé de uma
Então, resolveram que tinham de encontrar-se.
Fora um dia de grande expectativa para ambos.
E agora, realizara-se.
Estavam num local que ela escolhera, numa casa de madeira rústica no sopé de uma
encosta mesmo à beira de uma floresta de gigantescos eucaliptos que ali davam lugar
a um tapete infindável de flores campestres amarelas.
O guerreiro agarrou no elmo que cobria a cabeça dela, onde apenas os olhos podiam
ser vistos e com cuidado, retirou-o, colocando-o na mesa mais próxima.
Como ela era linda, e os seus olhos...como conseguiam eles cintilar em pleno dia?
Sorrindo, ele retirou o próprio elmo, revelando um rosto comovido.
"Como esperei por este momento..."– confessou-lhe, abraçando-a com vigor.
"Eu também, muito!"– disse-lhe, enquanto retribuía o abraço, atenta à surpresa nos
Sorrindo, ele retirou o próprio elmo, revelando um rosto comovido.
"Como esperei por este momento..."– confessou-lhe, abraçando-a com vigor.
"Eu também, muito!"– disse-lhe, enquanto retribuía o abraço, atenta à surpresa nos
olhos dele, que davam mostras de que ela não se enganará, apesar da sua postura
de homem inabalável.
"Umm...vais ter que provar isso guerreira!"
Soltou-a com um risada, como sei que não passam de meras palavras de uma mulher
"Umm...vais ter que provar isso guerreira!"
Soltou-a com um risada, como sei que não passam de meras palavras de uma mulher
bonita que também consegue ser tão perigosa?"
Voltou a rir, nitidamente, bem disposto.
Voltou a rir, nitidamente, bem disposto.
Por momentos, olhou-o, surpresa.
Mas a surpresa deu lugar ao olhar vitorioso e dos seus lábios emanou o sorriso mas
envolvente que ele alguma vez vira.
"Quer que eu o prove? Concerteza."
Começou a retirar a sua armadura, polida e brilhante, até que toda ela se encontrava
"Quer que eu o prove? Concerteza."
Começou a retirar a sua armadura, polida e brilhante, até que toda ela se encontrava
sobre a mesa onde ele colocara os elmos.
Ele olhou-a sem entender. Não esperava tamanha entrega e confiança e ficou
Ele olhou-a sem entender. Não esperava tamanha entrega e confiança e ficou
verdadeiramente surpreso ao vê-la começar a retirar a sua armadura também.
Ela pegava nas pesadas partes de metal prateado que compunham a armadura
do guerreiro, e colocava-as com cuidado ao lado das suas, na mesa.
Era mais bonita do que ele imaginara.
Era mais bonita do que ele imaginara.
Segui-a com o olhar até ao divã e viu como ela o olhou, mordendo o lábio inferior,
antes de virar o seu olhar para fora de pequena janela.
"Ensina-me..."- ela corou -"a beijar, a...tu sabes..."
Caminhou devagar até ela, de encontro ao próprio coração que há muito o havia
"Ensina-me..."- ela corou -"a beijar, a...tu sabes..."
Caminhou devagar até ela, de encontro ao próprio coração que há muito o havia
deixado para se unir a ela. Puxou-a até ela com delicadeza e encostou os lábios nos dela.
Passou a mão por detrás do pescoço dela, aproximando-os e começou a aprofundar
o beijo, tocando-lhe ao de leve na língua, despertando desejos, cativando vontades
naturais e provocando pequeninos gemidos de prazer.
Quando perderam o fôlego, ele começou a beijar-lhe o pescoço.
Na brincadeira ela dá um passo para trás, acaba por tropeçar e cai, levando o guerreiro
Quando perderam o fôlego, ele começou a beijar-lhe o pescoço.
Na brincadeira ela dá um passo para trás, acaba por tropeçar e cai, levando o guerreiro
consigo para o chão.
Ela voltara a corar e ele sorri-lhe carinhosamente.
Ela voltara a corar e ele sorri-lhe carinhosamente.
Voltou a beijá-a, demonstrando todo o seu desejo, seu amor, sua dedicação.
Ao sentir que a fazia arrepiar, procurava-lhe os lábios, cada vez mais sedento,
Ao sentir que a fazia arrepiar, procurava-lhe os lábios, cada vez mais sedento,
mais pronto para a amar.
"O que foi isso?"– sussurrou-lhe ela, olhando em redor. "Meu Deus, que foi aquilo ??"
O tremendo estrondo fez-se ouvir outra vez...mais perto.
"Não sei, mas não gostei nada. Vamos."- suspirou e ajudou-a a se levantar.
Vestiram as suas armaduras.
O guerreiro empunhou a sua espada mística, e ela na sua besta dourada.
"O que foi isso?"– sussurrou-lhe ela, olhando em redor. "Meu Deus, que foi aquilo ??"
O tremendo estrondo fez-se ouvir outra vez...mais perto.
"Não sei, mas não gostei nada. Vamos."- suspirou e ajudou-a a se levantar.
Vestiram as suas armaduras.
O guerreiro empunhou a sua espada mística, e ela na sua besta dourada.
Era entalhada com enfeites de cobras, rara, difícil de ser manejada, os seus tiros rápidos
como raios.
Os dois olharam-se.
"Sim, eu amo-te"- disse-lhe, pousando uma mão no elmo dela.
Ela apertou a mão dele, num gesto de carinho.
E ambos saíram da casa.
Ao verem a fera que iriam enfrentar, engoliram em seco.
Os dois olharam-se.
"Sim, eu amo-te"- disse-lhe, pousando uma mão no elmo dela.
Ela apertou a mão dele, num gesto de carinho.
E ambos saíram da casa.
Ao verem a fera que iriam enfrentar, engoliram em seco.
Era enorme e esperava-os com toda a ânsia diabólica que habitava as criaturas que
outrora tinham sido criadas para servir nas guerras contra os povos do norte mas
que após o holocausto e sem donos, vagueavam as planícies como qualquer outro
animal selvagem.
"Escuta, minha bela guerreira, este é meu! Afasta-te!"
A batalha fora árdua e vários golpes e contra golpes mais tarde,
ambos atingiram o seu limite.
A besta caiu, quase morta, sangue jorrando das muitas feridas visíveis.
O guerreiro, cansado, caiu de joelhos no chão, a sua armadura danificada.
Foi então que ela foi até ele.
"Acho que consegui." Ele tentou sorrir, olhando-a.
"Sim, conseguiste"- começou a responder, mas ao escutar um repentino zumbido,
"Escuta, minha bela guerreira, este é meu! Afasta-te!"
A batalha fora árdua e vários golpes e contra golpes mais tarde,
ambos atingiram o seu limite.
A besta caiu, quase morta, sangue jorrando das muitas feridas visíveis.
O guerreiro, cansado, caiu de joelhos no chão, a sua armadura danificada.
Foi então que ela foi até ele.
"Acho que consegui." Ele tentou sorrir, olhando-a.
"Sim, conseguiste"- começou a responder, mas ao escutar um repentino zumbido,
não pensou duas vezes e jogou-se na frente do guerreiro, acabando por levar com
o último golpe da besta, que finalmente morreu.
"Não!!"- o guerreiro pegou-a nos braços.
Por entre a armadura dela escorria um fio de vermelho.
Sangue. Muito sangue. Sangue que corria cada vez mais depressa.
Ela sorria.
"Tu...estás bem?"- falou com dificuldade.
"Porquê ? Porque fizeste isso??"- murmou com lágrimas nos olhos.
"Olha...porque te amo...Não será esta a melhor prova?"- sorria fracamente,
já com os olhos a ficarem enublados.
"Não...Não!!...Por favor... Não me deixes...Não agora que te encontrei...Não agora !!
"Não...Não!!...Por favor... Não me deixes...Não agora que te encontrei...Não agora !!
Vais ficar boa, luta, não te entregues, não assim!!
Ela levantou o braço e passou a mão delicadamente nos lábios dele.
"Eu nunca te abandonarei"- e sorriu pela última vez, fechando os olhos,
Ela levantou o braço e passou a mão delicadamente nos lábios dele.
"Eu nunca te abandonarei"- e sorriu pela última vez, fechando os olhos,
o braço caindo inerte ao lado de seu corpo.
Naquela hora, o grito de dor do guerreiro trespassou o mundo.
O grito deu lugar ao gesto.
O gesto silenciou o grito.
Mais tarde, houve quem jurasse que esse grito teria sido de um anjo,
Naquela hora, o grito de dor do guerreiro trespassou o mundo.
O grito deu lugar ao gesto.
O gesto silenciou o grito.
Mais tarde, houve quem jurasse que esse grito teria sido de um anjo,
porque nenhum humano poderia gritar daquela maneira,
evidenciar tamanho sofrimento!
Naquele dia, aquele amor, sobreviveu.
Naquele dia, aquele amor, sobreviveu.

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