terça-feira

Chachopa Silvestre




Remexeu-se na cama,as suas costas nuas roçando contra o lençol.

Umm..,só podia ser ele...

Passou a língua pelos lábios secos,humedecendo-os.Tentou mover as mãos,mas o tecido que envolvia os pulsos barrou-lhe os movimentos.

Ele está a amarrar-me à cama!

Fazia-o de forma ligeira e ela sentiu que podia sair daquela situação facilmente, mas,isso iria frustra-lo e a curiosidade prendia-a ali.
O cheiro dele invadia-a,excitava-a sem querer.Virou-se para o encarar mas sentiu logo um lenço,negro,delicado,que ele enveredava para a vendar.
"Abre a boca Cachopa!"
Não! Disse ela, daquele jeito que o provocava.
Sentiu as mãos delicadas tocarem-lhe no queixo,forçando-a a abrir a boca e,tal como era seu feitio,cerrou os lábios com força,mas não resistiu quando ele passou o polegar por eles,para depois empurra-lo para dentro da sua boca,fazendo-a sentir vontade de mordê-lo.
"Eu disse para abrir..."
Novamente a voz dele comandou,firme, mas ao mesmo tempo,sedutora.

Algo tocava-lhe nos lábios.Tentou,sem sucesso,desviar-se.
Sem alternativa,provou o que lhe era oferecido.Era doce,a textura levemente áspera.
"Prova a fruta do Amor..."
Uma amora...

Sorriu,diante da falta de criatividade do seu amante e tentou enrolar a língua na fruta para mordê-la,mas ele afastou-a..
"Ah,agora já queres?", perguntou maliciosamente.
Mas,ele não lhe deu logo a fruta e quando o fez,o seu gosto vinha diferente, levemente ácido.Percebeu que ela havia sido molhada em alguma bebida,que não consegui logo identificar.
Mordeu com afinco e o caldo grosso da fruta escorreu pelo canto da boca enquanto ela circulava a língua na tentativa infrutuita de alcançar tudo.
Foi então que sentiu a língua quente dele percorrer os cantos da boca,lambendo-os. Engoliu o pedaço da fruta rapidamente na esperança que aquela boca que tanto amava se encontrasse com a dela,mas não...
Havia outro pedaço de fruta carregada de uma espuma adocicada e cremoso.Era bom.Queria perguntar-lhe o que era...mas depois...naquele momento a única coisa que desejava ardentemente era prová-lo...a ele...não ao creme !
Mas ele parecia ler-lhe o pensamento e limitava-se a brincar com o morango, afastando-o da sua boca,fazendo-a de tonta.
Ouvia o risinho dele, divertido com o que a brincadeira lhe provocá-ra.
Finalmente,beijou-a,e para sua surpresa quase se engasgou quando ele deixou um líquido borbulhante e perfumado escorrer da sua boca para a dela.Meio atrapalhada,tentou engolir tudo,mas era demais.

Champanhe!Umm...o sabor era do champanhe!

Mais uma vez lambia-lhe os cantos da boca.
Pára com a tortura!Sabes que eu só te quero a ti!
"O quê,preferes o gosto a mim?", perguntou ele,suavemente.
Simm...
Provocava-a.Não usou as mãos para lhe dar a amora seguinte.Os dentes de ambos tocaram-se ruidosamente quando ela lhe tentou roubar a fruta que estava entre eles. Ele afastou-se ligeiramente e ela teve que erguer a cabeça para tentar alcança-lo. Finalmente consegui beijá-lo e as bocas afoitas dividiram o pobre morango.
Chupou os lábios dele rudemente e ele então beijou-a de verdade,a sua língua afundando-se,vasculhando cada canto e roubando-lhe a respiração.

Ahh...sim...vem...

Sentia perfeitamente o seu corpo nu sobre o dela,insinuando-se,deixando-a senti-lo,fazendo a sua tesão procurar a dele,fazendo abri um pouco mais as suas pernas longas para que ele se acomodasse melhor.Ele então abandonou a boca para distribuir pequenos beijos pelo pescoço,orelhas,ombros,todos aqueles pequenos lugares que ele sabia que a deixava louca de desejo.
Mordiscou um dos meus mamilos lentamente e ora beliscava,ora lambia a carne sensível, até que ela estava tão enrijecida que chegava a doer.Então,soprava a pele molhada e um arrepio involuntário percorreu-lhe a espinha, e era impossível ela conter os suspiros enquanto lhe agarrava pelos cabelos despenteados, molhados.
Ele desviou a sua atenção para a barriga e ela sentiu que ele se valia novamente do champanhe,derrubando uma boa dose sobre ela,provando cada milímetro de pele.

Meu Deus,como é bom...

Quase que se envergonhava do grito que deixou escapar quando os lábios dele lhe envolveram o sexo.Era tão bom, e ele fazia-o tão bem, a sua língua habilidosa deslizava por cima daquele botãozinho carnudo,excitado,chupando,contornando,dando-lhe pequenos toques que a fazia tremer descontroladamente.
Os seus movimentos eram calmos e firmes,e ela entregava-se,confiava totalmente nele.
Ahh...sim amor...sim...não pares...
Uma de suas mãos segurou a base do seu sexo,e ela podia sentir que não iria resistir por muito tempo, e nem desejava isso.
Primeiro um,depois outro...os seus dedos buscavam lugares que só um amante de longa data poderia saber e ele sabia exactamente onde tocar e ela,mais uma vez,deixava-o ir mais além.
Já imaginava o sorriso dele,ao vê-la despertar,mais uma vez,diante de suas carícias ousadas,fazendo os seus músculos contraírem-se.
O prazer tornou-se insuportável,e enfim, ela explodi dentro da boca dele.Não consegui controlar-se e arqueava-se e empurrava a sua intimidade de encontra à boca dele.
Por fim, exausta,deixou cair-se sobre o colchão,braços pesados,esticados acima da sua cabeça,para cima das almofadas.Sentiu que ele se debruçava novamente sobre o seu corpo,e esperou-o.Ele não pararia ali.Ela sabia.Desde o início.Queria prová-lo.Queria-o de qualquer maneira...
Eu... ahhhhh...
O corpo dela contorcia-se,ansioso pelo toque dele.
Eu quero-te!Agora,dentro de mim !
Cedia,não aguentando mais.

Guiou-o para dentro dela ao mesmo tempo que lhe acariciava a dureza.
Achava incrível a forma como o seu corpo respondia ao dele,arrancando gemidos abafados da garganta à medida que o ritmo da penetração aumentava,o corpo dela cedendo às investidas do seu amante.
Deixa-me pôr em cima de ti...quero...
Ele ajudou-a sentar-se ao seu colo e continuaram a mover-se,estabelecendo um ritmo cadenciado, ela acostumada à sensação de ser preenchida totalmente por ele,afundava os seus quadris de encontro aos dele,arrancando-lhe gemidos longos.
De repente, ele fez-a parar.
As suas mãos alcançaram-lhe o rosto,afastando os cabelos longos húmidos da testa.
Tu és tudo para mim...disse,enquanto os dedos dele passeavam,lânguidos,pela sua pele.

Moveu o rabo sobre o colo dele,mãos enroscadas no seu cabelo,torcendo-o entre os dedos e ele respondeu ao seu olhar voltando a mexer-se.
Sou tua...só tua...
O seu sexo roçava deliciosamente contra ele e aquilo foi suficiente para que ela se viesse mais uma vez,cabeça tombando sobre o ombro dele,procurando apoio, enquanto a respiração falhava por um momento.Ergue-se e apoderou-se dele,movendo-se de forma quase selvagem,vindo-se de forma quase continua,molhando-o completamente,apercebo-se do aumentou de ritmo,para em seguida senti-lo estremecer violentamente,enchendo-a.
Abraçaram-se.
Então era isso.Eram um do outro.Sentia que ele a pertencia.Sentia ela era dele.
Ummm...que noite amor...
"Mas, olha que ainda não terminou..."
Acompanhou o olhar que ele lançou até onde se encontravam os morangos, caprichosamente arrumados numa tigela,mais o chantili,dois flutes e a garrafa de champanhe num balde com gelo.
Sorriu e aninhou-se nele.

Afinal,a noite estava apenas a começar.

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