Olhava-a pelo ecrã digital enquanto se ajoelhava para melhor enquadrar
a fotografia que a colocava à frente do abrigo cilíndrico que servira de
posto de vigia, aos soldados que povoavam o forte de pedra
em tempos antigos, outrora de descobrimento e conquistas.
Sorria-lhe abertamente. Adorava tirar fotos. Tinha um jeito natural.
Sim, era vaidosa...da forma que uma mulher deve ser.
"Estou bem assim amor? Tu vê lá...a racha do vestido.."
Riu-se - "Fica descansada...estás óptima...tudo que vejo daqui é perfeito!"
"Ai é? Engraçadinho! Sabes como sou...há fotos e fotos..." - e franziu-lhe
posto de vigia, aos soldados que povoavam o forte de pedra
em tempos antigos, outrora de descobrimento e conquistas.
Sorria-lhe abertamente. Adorava tirar fotos. Tinha um jeito natural.
Sim, era vaidosa...da forma que uma mulher deve ser.
"Estou bem assim amor? Tu vê lá...a racha do vestido.."
Riu-se - "Fica descansada...estás óptima...tudo que vejo daqui é perfeito!"
"Ai é? Engraçadinho! Sabes como sou...há fotos e fotos..." - e franziu-lhe
a sobrancelha, puxando o vestido um pouco para baixo, junto às ancas.
Tinham rumado a Sesimbra depois de saberem que a entrega das mobílias
Tinham rumado a Sesimbra depois de saberem que a entrega das mobílias
fora adiada para o fim de semana seguinte.
Ele, na verdade, precisava mesmo de descansar.
Ele, na verdade, precisava mesmo de descansar.
O dia estava quente e a salgada brisa fresca era bem vinda,
atenuando os raios penetrantes e clareando os pensamentos um pouco embriagados,
face ao Muralhas gelado, acompanhante traiçoeiro do saboroso arroz de marisco ao almoço.
Os momentos bons com a Kita faziam-no acreditar cada vez mais na possibilidade
Os momentos bons com a Kita faziam-no acreditar cada vez mais na possibilidade
de um futuro risonho, sem medos, em que recordações desconcertantes de mágoas
profundas fossem, para sempre, apensas isso mesmo - recordações.
Para ele, continuava a ser uma aprendizagem permanente porque não havia
Para ele, continuava a ser uma aprendizagem permanente porque não havia
outra forma de lidar com o passado, sobretudo quando o presente o levava até
lugares por tinha passeado com aquela que fora o amor da vida dele.
Como fazer para não sentir nada - ao entrar, subir ao andar de cima
e sentar à mesa, no Velho e o Mar?
Que truque faria desaparecer uma outr imagem, em dia especial,
naquela calçada...já ali à frente, vestido curto, botas rasas,
casaco escudando-a do vento, cabelos esvoaçando...
Sabia que não amava a miúda maravilhosa que tinha à sua frente.
Pelo menos, não ainda.
Sabia que não amava a miúda maravilhosa que tinha à sua frente.
Pelo menos, não ainda.
Mas, também sabia que o amor dela tinha um efeito diferente sobre ele,
confortava-o, fazia-o sentir-se inteiro, apelava ao seu lado ternurento,
dava-lhe segurança.
Era dona de uma tranquilidade adquirida.
E, no entanto, entre os lençóis, ela entregava-se sem receios ao prazer
Era dona de uma tranquilidade adquirida.
E, no entanto, entre os lençóis, ela entregava-se sem receios ao prazer
capaz de uma efusividade que o deixava a sentir-se o melhor amante do mundo!
Aos poucos, os sentimentos dele na intimidade, iam crescendo,
Aos poucos, os sentimentos dele na intimidade, iam crescendo,
tomando os seus lugares, libertando-o das garras dos bocadinhos de bocados...
Estava consciente do risco em termos emocionais.
Estava consciente do risco em termos emocionais.
Não era um tonto.
Não agora.
Queria.
Não agora.
Queria.
Queria que funcionasse.
Queria...fazê-la feliz.
E, assim, reencontrar...a sua própria felicidade.
"Amor, estou cheia de sede..."
"Também estou. É do vinho. Bebeste pouco!" - piscou-lhe o olho.
" Até parece! Sabes o que é...era muita comida!"
Ele não pode se não soltar uma gargalhada, levando-a a rir,
E, assim, reencontrar...a sua própria felicidade.
"Amor, estou cheia de sede..."
"Também estou. É do vinho. Bebeste pouco!" - piscou-lhe o olho.
" Até parece! Sabes o que é...era muita comida!"
Ele não pode se não soltar uma gargalhada, levando-a a rir,
reconhecendo que ele se ria do habitual "sabes o que é..." com que ela justificava
certas acções para qual não tinha, propriamente, resposta para o contrariar.
"Tudo bem miúda, eu sei. Ainda por cima deves estar algo deshidratada depois
da madrugada multi-orgasmica!"
Aproximou-se e plantou um beijo bem na boca que pretendia responder,
puxando-a pela cintura até ele.
"Ai, pára...olha as pessoas..." - mas sorria aquele sorrisinho matreiro,
"Estou mas é com o meu botãozinho super sensível!"
"Sério? Porque será?" - perguntou-lhe, beijando-a de novo.
"Ai amor...pára...assim excitas-me...estás cuequinhas são muito fininhas..."
"És terrível. Sabes o que é..." - e riram-se os dois - "ele tem pensamentos próprios
"Sério? Porque será?" - perguntou-lhe, beijando-a de novo.
"Ai amor...pára...assim excitas-me...estás cuequinhas são muito fininhas..."
"És terrível. Sabes o que é..." - e riram-se os dois - "ele tem pensamentos próprios
e tu cheiras tão bem...e estás com um rabo tãooo bom...e aquela musica não me sai
da cabeça..."
"Mas continuo com sede!"
Afastou-se com um toque subtil de língua no lábio superior dele.
" Pronto...está bem! Descalça os ténis e vai andando para baixo para a praia.
Já vou ter contigo. Vou buscar umas caipirinhas bem geladas!"
"Onde??"
"A-haaa! pois bem...Vá...vai andando...já venho"
Sabia de um café/bar bem perto.
Olhou-a, de relance enquanto caminhava.
Tinha-se sentado numa das letras de Sesimbra e retirava os ténis
na maior das descontracções.
Linda - pensou.
E minha!
Apressou-se.
Linda - pensou.
E minha!
Apressou-se.
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