quinta-feira

Chocolate Amargo



Enquanto ele olhava com curiosidade, ela balançava as ancas ao som daquela música tão sensual que servia como fonte da sua excitação.
Deu uma volta à cadeira...virou-lhe as costas enquanto descobria um pouco mais a pele.
Reparou que ele já se encontrava muito excitado.
Aproximou-se, deixando-o na expectativa e começou a despi-lo.
Tocou ao de leve nos lábios dele, com os dela,
afastando-se depois, rapidamente.
Caminhou de encontro à cadeira enquanto ia
despindo totalmente o vestido,
até se encontrar nua, à mercê do seu olhar.
Olhou-o nos olhos e com um simples gesto, chamou-o até ela.

Ele correspondeu.

Colocou as mãos sobre o seu peito, beijou-o com doçura
e sentou-o na cadeira.
Pôde ver no seu olhar o desejo de saber o que viria a seguir e isso deixou-a ainda mais molhada.
Foi para traz dele entre beijos no pescoço e
trincas marotas nas orelhas,
enquanto ia passeando as mãos pelos os ombros.
Subitamente, com os dedos no cabelo dele, deu a volta, encostou os seios ao seu rosto e começou a descer, lentamente,
de encontro ao seu sexo.
Ajoelhou-se.
Deu início à provocação, com a língua, com a boca...
...deu início ao delírio...

A cada carícia dada, sentia como a sua excitação crescia.
O seu sexo encontrava-se bem teso, tal como ela gostava.
Sentia-se dona do momento, do prazer, adorava senti-lo,
sentir o seu prazer, proporcionar-lhe prazer, partilhar o prazer,
excitar-se com aquele prazer, perder-se...

Anda, põe-te aqui...quero-te...

Não respondeu, não disse nada, não lhe apetecia falar,
apenas fazer amor.
Levantou-se e de costas para ele, sentando-se, enterrou-o todo, dentro dela.
Agarra-me ! disse-lhe, e as mãos dele cobriram-lhe os seios com força enquanto ela subia e descia, numa cadência cada vez mais ritmada, intensa, ardente.
Os gemidos faziam-se ouvir, os gritos não tardariam.

Parou.
Abandono-o e caminhou de encontro à porta do quarto,
um rio brilhando à meia luz, pela costas abaixo.

Ei ! Onde vais ?

Virou-se de lado, apoiando-se na ombreira da porta,
deixando transparecer a traquinice e sensualidade
que ele tão bem conhecia e gostava.

Não fiques chateado...apeteceu-me um chocolate...
...só isso...amargo...

Chocolate...agora ?
sorriu para ela.

Oh pá... sabes como sou... quando desejo algo...

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