a culpa é minha!
Estás dentro de uma caixa,
lembra-me,
de conserva!
A dor que sentes,
deve-se ao resíduo ácido
que se esvaziou da minha boca!
O aprisionamento penetra nas artérias,
e a solidão consome toda a alegria!
Mesmo assim,
a tua doçura confunde
todo meu sangue,
fecunda a minha alma,
envolve o meu coração.
Choro!
Sal!
Raiva!
Impotência!
À quanto tempo tento
inverter a rosa-dos-ventos,
os métodos comuns e sabidos
as consequências de acções prováveis?
Sim!
Os nossos fantasmas reaparecem!
As pessoas permanecem loucas,
os lugares inóspitos,
o tempo amigo matreiro,
a noite pobre consolo...
E eu,
que te amo,
no teu pequeno espaço,
continuo a ser breve.
Uma manhã,
tarde,
noite,
até meros minutos!
Um carinho,
abraço,
beijo,
momentos de amor
...bocadinhos de bocados...
teu esboço,
teu Amor Desmedido
teu castigo...

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