O céu tingia-se de vermelho inflamado e as ondas encrespadas davam conta
da intensidade com que se espelha tamanha grandeza por toda a parte.
Os recantos escondidos no horizonte em tons variados de cores paletadas escuras
da intensidade com que se espelha tamanha grandeza por toda a parte.
Os recantos escondidos no horizonte em tons variados de cores paletadas escuras
resguardavam-se da fúria de um fim de tarde em que o vento crescente tecia
um bailado vigoroso por entre os passageiros que seguiam a bordo do ferry, aquela hora.
Estava entretido a filmar o cenário divinal que o rodeava e em simultâneo
olhava a sua companhia debruçada sobre o corrimão verde gritante,
a vislumbrar o espectáculo com que a natureza resolvera brindá-los no fim
do passeio que os tinha levado mais a sul, em dia de sol raro,
até Alcacer do Sal para provar o famoso arroz de lingueirão.
Era uma mulher de belos traços e figura sensual.
O agitar frenético dos seus longos cabelos ao vento conferia-lhe um ar jovial e rebelde
que condizia bem com as botas pretas estilo gótico que combinara na perfeição com
o vestuário descontraído e rockeiro.
O dia fora preenchido de cumplicidades bem dispostas, mãos que caminham entrelaçadas,
O dia fora preenchido de cumplicidades bem dispostas, mãos que caminham entrelaçadas,
beijos roubados à socapa, abraços que escudam os ventos agrestes.
Era fácil...gostar dela...
Tinha-o surpreendido logo pela manhã ao pequeno almoço para o qual o tinha convidado.
Realmente, as pessoas são diferentes e expressam-se à sua maneira.
O pequeno almoço, pensado ao pormenor,
O pequeno almoço, pensado ao pormenor,
o quadro feito de inúmeras fotos deles em sequência legendada.
a camisa em tons de salmão e pormenores subtis.
Tinha feito de tudo para lhe proporcionar uma manhã especial, em dia de aniversário.
E depois, como poderia esquecer, o fim ...quando ainda terminava o café (?)
a camisa em tons de salmão e pormenores subtis.
Tinha feito de tudo para lhe proporcionar uma manhã especial, em dia de aniversário.
E depois, como poderia esquecer, o fim ...quando ainda terminava o café (?)
Ela tinha-se levantado,
colocando-se a sua frente - "olha...amor..."- abrira o robe de gola felpuda que vestia,
indumentária nova - "...chega aqui...cheira me...tira-me um retrato..."
Assim fez, com gosto, olhos grudados nos dela, em olhos que diziam "quero-te!".
Sabia como isso a deixava excitada e não era preciso muito para perceber que
Assim fez, com gosto, olhos grudados nos dela, em olhos que diziam "quero-te!".
Sabia como isso a deixava excitada e não era preciso muito para perceber que
aquele momento fora preparado e que fazia parte da manhã que pensara...para ele.
O corpo dela respirava energia e sedução, seios expectantes,
aromas quentes que ele reconheceu imediatamente,
perfume inconfundível que ela já usará noutras ocasiões.
perfume inconfundível que ela já usará noutras ocasiões.
Não tardou em livrar-se das calças dele para poder sentar-se ao colo,
as pernas, uma de cada lado da cadeira,
enterrando-se de seguida, lentamente,
dobrando as costas num arco pronunciado,
mãos afundadas nos cabelos dele enquanto subia e descia ritmicamente,
mãos afundadas nos cabelos dele enquanto subia e descia ritmicamente,
soltando gemidos de prazer que volta e meia davam lugar ao dizer do nome dele.
Tal entrega, tais sentimentos - intensos e verdadeiros,
em busca do prazer próprio e a dois, por ela mesmo...e por ele,
deixaram-no louco de tesão, sobretudo quando ela se veio de forma abrupta,
encharcando-o a ele e o assente.
O momento, a dois, acabou por ser explosivo e algo descontrolado, contudo,
ele suspeitará que era daquele jeito que ela o queria...naquela manhã.
Foi longo, muito longo - o abraço após o climax.
Ela dizia-lhe coisa bonitas e ele ria-se, devolvendo-lhe os elogios,
provocando nela gargalhadas em rosto rosado,
até que o sexo dele, sorrateiramente, deslizou para fora dela, satisfeito.
Então, esboçou-lhe um sorriso matreiro e semi-serrando os olhos disse-lhe -
Então, esboçou-lhe um sorriso matreiro e semi-serrando os olhos disse-lhe -
"qualquer dia venho-me...quando isto acontece...é tãooo bommm".
Pois...(!)
Palavras para quê?
Apreendera a aceitar as coincidências...em gestos...em palavras...
Até na escolha do perfume sedutor.
Agora, guardava o telemóvel no bolso interior do casaco de ganga e caminhou até ela.
Abraçou-a por trás e beijou-lhe a orelha ao de leve.
"Ai amor...pára(!)...arrepias-me..."
"A sério?" - perguntou-lhe - "deixa ver.."- e deslizou as mãos pela camisola acima
descobrindo as pequenas protuberâncias pontiagudos.
"Olha...parece que não és mentirosa!" - e agarrou-a de encontro a ele com firmeza.
"Olha...parece que não és mentirosa!" - e agarrou-a de encontro a ele com firmeza.
Fez-a rodar e olhou-a de frente.
"Sabes miúda, és especial. Quero dizer-te que fazes mesmo parte da minha vida.
És tão linda por dentro como por fora. Obrigado por tudo. Do fundo do coração."
Beijou-a com delicadeza e intento.
Sim, ela era especial.
Sentia-se cada vez mais rendido aos seus encantos.
Interrogava-se quanto ao futuro e o risco de uma nova...traição.
És tão linda por dentro como por fora. Obrigado por tudo. Do fundo do coração."
Beijou-a com delicadeza e intento.
Sim, ela era especial.
Sentia-se cada vez mais rendido aos seus encantos.
Interrogava-se quanto ao futuro e o risco de uma nova...traição.
Tinha de ir frente - sabia-o.
Queria acreditar.
Ela, dava-lha a oportunidade de viver de novo,
de encontrar um novo porto seguro.
de encontrar um novo porto seguro.

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